Depois de virarem sensação, novas mudas de palmeiras talipot ganham espaço no Aterro do Flamengo
Depois de virarem sensação nas redes sociais e atraírem visitantes ao Aterro do Flamengo nas últimas semanas, as palmeiras talipot voltam a chamar atenção no parque.
A Prefeitura do Rio vai fazer, nesta quinta-feira (26), o plantio de sete novas mudas da espécie como parte do programa Planta+Rio, em uma ação da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Clima em parceria com a Fundação Parques e Jardins.
Palmeiras talipot, no Aterro do Flamengo (RJ).
Gabriel Freitas/ CBN
O Aterro ficou movimentado depois do florescimento raro de algumas dessas palmeiras, quando as copas ganharam grandes cachos de flores em tons amarelados e dourados, formando ramificações que tomam praticamente toda a parte superior da árvore.
O fenômeno despertou curiosidade e transformou o local em um ponto de visitação, inundando as redes sociais de fotos das árvores. Originária do sul da Índia e do Sri Lanka, a palmeira talipot foi introduzida no Parque do Flamengo na década de 1960 pelo paisagista Roberto Burle Marx.
A espécie tem um ciclo de vida incomum, crescendo lentamente e podendo viver entre 40 e 70 anos. Além disso, elas podem chegar a cerca de 20 metros de altura e floresce apenas uma única vez. Depois desse processo, entra naturalmente em declínio e morre.
As árvores que floresceram nos últimos meses já são consideradas no fim do ciclo biológico. Elas estão agora na fase de frutificação e devem ser retiradas posteriormente, seguindo o manejo previsto pra espécie.
Um levantamento da Fundação Parques e Jardins apontou que, em relação ao projeto original do parque, havia 23 palmeiras a menos do que o previsto. Isso acontece justamente porque, ao longo dos anos, exemplares mais antigos floresceram e morreram, exigindo reposição contínua pra manter a configuração paisagística pensada para o Aterro.
As sete mudas que vão ser plantadas não são exatamente novas. Cada uma tem cerca de 15 anos de idade e aproximadamente dois metros de altura. Mesmo assim, ainda vão levar décadas até atingir o porte das árvores que chamaram atenção do público.
Cada exemplar custou cerca de R$ 1,5 mil e foi adquirido de um criadouro credenciado pela Fundação Parques e Jardins. Como se trata de uma palmeira rara, cara e de crescimento lento, a produção em viveiros acontece em pequena escala, o que faz com que a reposição seja gradual.
A estratégia da prefeitura também prevê a coleta de sementes das árvores que floresceram e viralizaram nas redes. Essas sementes vão ser cultivadas pra formar novas mudas e garantir diversidade genética entre os exemplares. A ideia é que, no futuro, o próprio parque possa produzir parte das reposições necessárias.
Além disso, exemplares menores podem ser vistos no Aterro, resultado de plantios realizados depois de florações anteriores registradas entre 2009 e 2012 e em outros períodos. A diferença agora foi a repercussão nas redes sociais, que transformou um processo natural e já conhecido pelos técnicos em um fenômeno acompanhado de perto pelos cariocas.
