Depois de Teresina, João Pessoa aprova projeto para proibir propagandas de bets em espaços públicos

Depois de Teresina, João Pessoa aprova projeto para proibir propagandas de bets em espaços públicos

 

Fonte: Bandeira



A Câmara Municipal de João Pessoa aprovou um projeto de lei que proíbe a publicidade de casas de apostas esportivas, conhecidas como bets, em eventos municipais e espaços públicos da capital paraibana, nesta quinta-feira (28). O projeto segue agora para a sanção do prefeito Léo Bezerra (PSB). A cidade é mais uma a caminhar em direção ao endurecimento de regras contra a divulgação desse tipo de empresa, semanas após Teresina adotar iniciativa semelhante.

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O texto aprovado pelos vereadores de João Pessoa veta a exibição de anúncios outdoors, painéis de LED, pontos de ônibus, praças, relógios urbanos, muros e outros equipamentos urbanos autorizados pelo município. A proposta também impede a divulgação de marcas de bets em ações culturais, esportivas e educativas promovidas ou apoiadas pelo poder público municipal.

Segundo a Câmara Municipal, o projeto tem como objetivo proteger principalmente crianças, adolescentes e pessoas em situação de vulnerabilidade financeira diante do crescimento das apostas esportivas no país. Os parlamentares argumentaram que a popularização das bets tem provocado preocupação em relação ao endividamento e ao vício em jogos de azar.

O movimento acompanha uma tendência que começou a ganhar força em outras capitais brasileiras. Em abril deste ano, Teresina uma lei parecida entrou em vigor na cidade. A legislação da capital piauiense também veta anúncios em placas, outdoors, ônibus, relógios urbanos e equipamentos pertencentes ao município.

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Na ocasião, a Prefeitura de Teresina afirmou que a medida buscava reduzir os impactos sociais relacionados ao avanço das plataformas de apostas online, especialmente entre jovens e pessoas de baixa renda. A cidade se tornou uma das primeiras capitais do país a criar restrições locais para a divulgação desse tipo de empresa. Já em Santos, um texto na mesma linha foi aprovado pela câmara municipal em março.

Em outras cidades, também há projetos na mesma linha. A maioria deles proíbe também possibilidade de “naming rights” em prédios públicos, quando o nome da empresa passa a dar nome ao local, muito comum em estádios de futebol. Há propostas apresentadas em capitais como Belo Horizonte e Goiânia.

"A proibição abrange publicidade direta ou indireta, em quaisquer meios presenciais ou digitais localizados ou promovidos no Município, na forma a ser detalhada em regulamento e observada a legislação eleitoral federal. Esta disposição visa proteger a integridade do processo democrático, reduzir riscos de captura econômica do debate público e coibir estímulos a condutas que associem o exercício do voto a jogos de azar”, propões o texto apresentado pelo vereador Fabrício Rosa (PT) na capital de Goiás.