Depois de falar que brasileiros 'votariam até em um sapato', diretor de 'Sirât' se defende: 'Ironia'
O diretor de "Sirât", longa que compete que com "O agente secreto" na categoria de melhor filme internacional no Oscar, conheceu a fúria dos brasileiros na internet. Há alguns dias, Oliver Laxe havia comentado que os brasileiros são "ultranacionalistas" e que votariam até em um sapato para defender seu país.
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A afirmação não pegou bem. Depois de ter suas redes sociais invadidas por perfis brasileiros, o francês Oliver Laxe se defendeu.
"Vivi isso mal, claro. Quer dizer, sinto muito se ofendi pessoas. É um programa radicalmente irônico e de humor, não nos levamos a sério", disse Laxe ao jornal espanhol Diário ABC. "Acho que o contexto não foi entendido. Foi, em todo caso, uma piada um pouco ruim, não? Eu não daria mais importância", afirmou.
No talk show La Revuelta, onde Laxe havia falado sobre o tal sapato, ele também teceu elogios ao filme de Wagner Moura e companhia. "Eu gostei do filme brasileiro 'O agente secreto', de Kleber Mendonça Filho. Há muitos brasileiros na Academia e nós os adoramos, mas eles são ultranacionalistas. Acho que, se os brasileiros inscrevessem um sapato no Oscar, todos votariam nele", afirmou.
"O agente Secreto" foi indicado em quatro categorias no Oscar: melhor filme, melhor filme internacional, melhor elenco e melhor ator. "Sirât" está no páreo por melhor filme internacional e melhor som.
