Deolane Bezerra: presa novamente, influencer já havia sido alvo de operação bilionária em 2024; relembre o caso

 

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A nova prisão de Deolane Bezerra, nesta quinta-feira, reacendeu as lembranças da primeira vez em que a influenciadora e advogada foi parar atrás das grades, em setembro de 2024, em meio a uma investigação sobre lavagem de dinheiro ligada a jogos de azar.

Deolane Bezerra é presa em operação contra lavagem de dinheiro do PCC

Por que Deolane Bezerra foi presa? Entenda operação contra lavagem de dinheiro

Na época, Deolane foi presa no Recife durante uma operação da Polícia Civil de Pernambuco que investigava uma organização suspeita de movimentar cerca de R$ 3 bilhões em um esquema envolvendo apostas ilegais e ocultação de patrimônio.

Além dela, a mãe da influenciadora, Solange Bezerra, também foi detida. Segundo as autoridades, a Justiça determinou o bloqueio de R$ 2,1 bilhões em ativos financeiros e o sequestro de bens de investigados, incluindo aeronaves e carros de luxo.

Inicialmente, Deolane permaneceu presa na Colônia Penal Feminina do Recife. Dias depois, conseguiu habeas corpus e foi colocada em prisão domiciliar mediante medidas cautelares, entre elas o uso de tornozeleira eletrônica e a proibição de se manifestar nas redes sociais ou conceder entrevistas.

A saída da prisão, porém, rapidamente se transformou em nova polêmica. Ao deixar a unidade prisional, Deolane falou com a imprensa e, em seguida, publicou nas redes sociais uma foto em que aparecia com a boca coberta por uma fita adesiva com um “X”, gesto interpretado pela Justiça como descumprimento das restrições impostas.

No dia seguinte, ao comparecer ao fórum para assinar os documentos relativos à prisão domiciliar, foi informada de que o benefício havia sido revogado. Na mesma noite, acabou transferida para a Colônia Penal Feminina de Buíque, no Agreste de Pernambuco.

A influenciadora permaneceu no centro das atenções durante toda a investigação, que teve ampla repercussão nacional pelo tamanho dos valores envolvidos e pela ostentação de patrimônio atribuída aos investigados.

Quase dois anos depois, Deolane voltou a ser alvo de uma grande operação policial. Desta vez, a ação foi conduzida pelo Ministério Público de São Paulo e pela Polícia Civil em uma investigação sobre lavagem de dinheiro do Primeiro Comando da Capital, o PCC.

Segundo as autoridades, o esquema envolveria uma transportadora de cargas sediada em Presidente Venceslau, no interior paulista, apontada como empresa utilizada pela cúpula da facção para movimentações financeiras ilegais.

Além de Deolane, a operação também teve como alvos Marco Herbas Camacho, apontado como líder máximo do PCC, o operador financeiro Everton de Souza, conhecido como “Player”, além de familiares ligados à organização criminosa.