Deolane Bezerra passará por audiência de custódia ainda hoje e deve ser transferida para penitenciária

Deolane Bezerra passará por audiência de custódia ainda hoje e deve ser transferida para penitenciária

 

Fonte: Bandeira



A influenciadora Deolane Bezerra vai passar por audiência de custódia ainda nesta tarde e deve ser transferida para penitenciária feminina de Tupi Paulista, no interior de São Paulo.

Ela é apontada como peça de um esquema de lavagem de dinheiro do PCC ligado à Marcola, ao irmão dele, Alejandro Camacho, e a familiares do chefe da facção. A operação é resultado de sete anos de investigação do Ministério Público de São Paulo e também da Polícia Civil. Ao todo, foram expedidos seis mandatos de prisão preventiva.


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Contas de Deolane Bezerra teriam sido usadas para movimentar dinheiro para Marcola e familiares

Dois foram cumpridos na Penitenciária Federal de Brasília, contra Marcola e Alejandro, que já estavam presos. Deolane foi presa nesta manhã no condomínio onde mora, em Alphaville, na Grande São Paulo. Também foi preso Everton de Souza, conhecido como Player, apontado como operador financeiro do esquema.

Outro alvo é o Leonardo Alexander Ribeiro Herbas Camacho, sobrinho de Marcola, que está foragido na Bolívia. E a outra, Paloma Sanges Herbas Camacho, filha de Alejandro, que deve ser presa nas próximas horas em Madri, na Espanha. A operação também cumpriu 17 mandados de busca e apreensão e bloqueou 357 milhões de reais.

A prisão de Deolane deveria ter acontecido ontem, na quarta-feira, em Roma, na Itália. O promotor Lincoln Gacchia, do Gaeco, foi ao país para prender a influenciadora, com apoio da Polícia Italiana e da Interpol. Mas Deolane antecipou a volta ao Brasil e acabou presa em casa.

Segundo o Ministério Público, havia um mandado internacional de sigilo que só poderia ser tornado público com a deflagração da operação, para não alertar os investigados, e por isso que ela só foi presa hoje, no caso, a Deolane. A investigação aponta que a ligação entre Deolane e o PCC passava por uma transportadora de cargas na cidade de Presidente Venceslau, no interior de São Paulo. A empresa de fachada seria controlada à distância por Marcola e Alejandro.

Segundo os investigadores, o dinheiro saía do caixa do PCC, passava pela transportadora e depois era distribuído para outras contas para dificultar o rastreamento. Duas dessas contas estavam no nome de Deolane, que não prestava serviço à transportadora. Entre 2018 e 2021, Deolane recebeu R$ 1,067,505 em depósitos fracionados na conta pessoal, justamente para tentar escapar dos alertas do sistema financeiro.

A investigação também identificou quase 50 depósitos feitos a duas empresas da influenciadora, no valor total de R$ 716 mil. O inquérito que invasou as prisões já foi concluído.