Deolane Bezerra entrou na lista de Difusão Vermelha da Interpol antes de ser presa em operação contra lavagem de dinheiro do PCC

 

Fonte:


Presa durante a Operação Vérnix — investigação do Ministério Público de São Paulo (MP-SP) e da Polícia Civil sobre um esquema de lavagem de dinheiro ligado ao Primeiro Comando da Capital (PCC) —, a influenciadora digital e advogada Deolane Bezerra chegou a ter o nome incluído na lista de Difusão Vermelha da Interpol antes da prisão, na manhã desta quinta-feira.

Deolane Bezerra: Quem é a influenciadora e advogada presa em operação contra lavagem de dinheiro do PCC

Deolane Bezerra: Presa novamente, influencer já havia sido alvo de operação bilionária em 2024; relembre o caso

Deolane havia passado as últimas semanas em Roma, na Itália, e retornou ao Brasil na quarta-feira, um dia antes da operação.

A investigação aponta que a influenciadora recebeu valores ligados ao esquema financeiro da facção criminosa por meio de depósitos fracionados e movimentações consideradas incompatíveis com a renda formal declarada.

Segundo os investigadores, o esquema operava por meio de uma transportadora sediada em Presidente Venceslau, no interior paulista, apontada como controlada pela cúpula do PCC.

A operação também teve mandados expedidos contra Marco Herbas Camacho, o Marcola, apontado como chefe da facção, além de familiares e operadores financeiros ligados ao grupo criminoso.

Os investigadores afirmam que imagens encontradas no celular de Ciro Cesar Lemos, apontado como operador central do esquema, mostram depósitos favorecendo contas de Deolane Bezerra e Everton de Souza, conhecido como “Player”, descrito pela polícia como operador financeiro do PCC.

'Smurfing'

Entre 2018 e 2021, Deolane recebeu R$ 1.067.505 em depósitos fracionados inferiores a R$ 10 mil, prática conhecida como “smurfing”.

A polícia afirma ainda que Everton “Player” indicava contas da influenciadora para “fechamentos” mensais do esquema financeiro da facção.

As investigações também identificaram quase 50 depósitos em duas empresas ligadas a Deolane, somando R$ 716 mil.

A Justiça determinou o bloqueio de R$ 27 milhões em nome da influenciadora, valor que, segundo a investigação, possui indícios de lavagem de dinheiro e origem não comprovada.