Denúncias apontam que governo da Venezuela dificulta chegada de ajuda humanitária após terremotos

Denúncias apontam que governo da Venezuela dificulta chegada de ajuda humanitária após terremotos

Fonte: Bandeira



Uma semana após os fortes terremotos que atingiram a Venezuela, o governo do país enfrenta críticas pela condução dos trabalhos de resgate e pela suposta dificuldade imposta à chegada de ajuda humanitária nas áreas mais afetadas.

Grupos internacionais e organizações venezuelanas acusam o governo de criar obstáculos para a entrada de equipes de assistência.

Segundo reportagem do jornal americano The Washington Post, voluntários relatam enfrentar burocracia, estradas bloqueadas e até pedidos de propina para acessar as regiões atingidas.


Também há denúncias de restrições à atuação de jornalistas e de organizações humanitárias.

Uma ONG alemã especializada em missões de resgate afirma que teve a entrada de sua equipe no país negada pelas autoridades.

Após a tragédia, o governo da presidente interina Delcy Rodríguez determinou a militarização de La Guaira, região mais afetada pelos terremotos.

Com a medida, o acesso ao local passou a ser controlado, e até pessoas interessadas em prestar ajuda precisam de autorização para entrar.

Apesar das críticas, uma operação de resgate trouxe esperança nesta quinta-feira (3).

Socorristas conseguiram retirar com vida o venezuelano Hernán Alberto Gil Flores, de 43 anos, que permaneceu soterrado por oito dias nos escombros de um shopping em La Guaira.


Vigilante do local, ele ficou preso na guarita de segurança onde trabalhava.

Cerca de 100 socorristas de diferentes países participaram da operação, que durou mais de três dias.

De acordo com o balanço oficial mais recente, os terremotos deixaram ao menos 2.295 mortos.

O número ainda não foi atualizado pelas autoridades.

Já a Organização das Nações Unidas (ONU) estima que cerca de 50 mil pessoas seguem desaparecidas.