Demissões na Meta atingem a operação brasileira da gigante de tecnologia

 

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As demissões globais da Meta realizadas nesta quarta-feira, que eliminaram 8 mil postos na empresa, atingiram profissionais que trabalham na operação brasileira da gigante.

O GLOBO apurou que os cortes atingiram times de tecnologia, marketing e vendas, alguns focados em operações com pequenos negócios. Ainda não é possível saber quantas pessoas foram afetadas, mas cargos de gestão em diferentes áreas foram eliminados. Os profissionais começaram a ser comunicados dos desligamentos no início da manhã.

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Ao longo da tarde, as equipes passarão por reuniões para entender a nova organização da empresa. Diversos profissionais serão alocados para trabalhar com inteligência artificial (IA). Procurada, a Meta não vai se pronunciar.

Nesta rodada de demissões, equipes de engenharia e de produtos devem ser os mais atingidos, e novos cortes podem ocorrer ainda neste ano, segundo a Bloomberg. Na segunda-feira (18), a Meta já havia informado que 7 mil trabalhadores também seriam realocados para equipes recém-criadas focadas em iniciativas de IA, incluindo produtos e agentes.

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Entre 2022 e 2023, a empresa de Mark Zuckerberg realizou mais de 21 mil cortes, período que ficou conhecido como "ano da eficiência". No entanto, as demissões agora são justificadas como medidas necessárias para investimentos em IA — a companhia prevê gastos de US$ 145 bilhões com a tecnologia neste ano.

Em janeiro, a Meta já havia cortado 10% na equipe do laboratório de realidade virtual (Reality Labs) após o fracasso de produtos ligados a metaverso. Desde 2020, o prejuízo acumulado do Reality Labs chegou a US$ 83,5 bilhões. Antes dos cortes desta quarta, a companhia tinha 80 mil funcionários.