Demissão no palco, críticas a Raul e taxa de rolha: relembre as principais polêmicas de Ed Motta
Ed Motta se viu em meio a mais uma polêmica nesta semana após ter seu nome envolvido em tumulto no Grado, restaurante do chef Nello Garaventa e sua mulher, Lara Atamian, no Jardim Botânico, na Zona Sul do Rio.
Ed Motta dá versão sobre confusão em restaurante no Rio: 'Fiquei bêbado e joguei uma cadeira no chão, mas nada em direção a ninguém'
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Relatado inicialmente na coluna de Luciana Fróes no GLOBO, o episódio ocorreu no último sábado (2), quando Motta e seus convidados teriam iniciado uma confusão no restaurante após serem cobrados pela taxa de rolha de vinho, que é o valor cobrado por restaurantes para servir garrafas levadas pelo cliente.
— Aconteceu um problema, mas a história não está bem contada — disse Motta, de 54 anos, ao GLOBO nesta quarta-feira (6). —Infelizmente, toda a confusão começou comigo. Fiquei irritado e me descontrolei. Eu estava bêbado e joguei uma cadeira no chão, mas não joguei uma cadeira em direção ao funcionário. Jamais. Não foi jogado nada em direção a ninguém.
O episódio foi apenas mais um de inúmeras polêmicas envolvendo o artista nos últimos anos. Relembre alguns casos abaixo.
'Turma simplória'
Em 2015, em meia a uma turnê pela Europa, Ed Motta publicou um texto no Facebook informando que não falaria nem cantaria em português durantes as apresentações no continente.
“Eu agradeço e fico honrado em ser prestigiado pela comunidade brasileira, mas é importante frisar, não tem músicas em português no repertório, eu não falo em português no show. Então, pelo amor de Deus, não venha com um grupo de brasuca berrando ‘Manuel’, porque não tem”, escreveu Motta.
Ainda no post, ele tratou o público europeu como "mais culto" e se referiu aos brasileiros como uma "turma simplória".
No dia seguinte, o músico se desculpou nas redes sociais: "A forma que escrevi muitas coisas eu mesmo repudio, mas é fruto da minha cabeça lotada de revoltas, decepções na arte, paranoias, etc, que me fazem me entupir de um monte de remédios para ansiedade, depressão etc".
Tributo a Tim Maia
Sobrinho de Tim Maia, Ed Motta, também em 2015, falou em "vontade de vomitar" e tratou como uma "coisa podre" o tributo ao tio estrelado por Ivete Sangalo e Criolo.
À época, Ivete desconversou sobre os ataques e se referiu ao artista como "um querido".
Ed Motta se apresenta com a Orquestra MPB Jazz no Theatro Municipal do Rio de Janeiro
Divulgação/Daniel Ebendinger
(Não) toca Raul
Em 2022, Ed Motta não poupou o já falecido Raul Seixas ao comentar que o artista era "ruim musicalmente" e tinha "falha de caráter".
Semanas depois, Motta pediu desculpas pelo comentário em vídeo publicado no You Tube.
"Peço perdão pela forma agressiva e grosseira que falei do Raul Seixas. Eu posso ter uma opinião sobre ele, posso ter uma crítica sobre ele, pelo fato de ele ter sido produtor de discos. Eu tenho críticas a quem é produtor de discos, eu tenho direito a isso", disse à época.
Ouvintes burros
Em 2024, Ed Motta abriu live no Instagram atacou todo um gênero musical: o Hip Hop.
"Eu sou preto, mas represento o que a raça tem de mais sofisticado. Qualquer um que ouve hip hop é burro. Qualquer um, qualquer um. Sem exceção", disse o artista.
Pouco depois, em novo vídeo, Motta afirmou: "Errei feio".
Demissão no palco
Ainda em 2024, Ed Motta demitiu roadie — um assistente de produção — no palco durante uma apresentação no festival Rock The Mountain, em Petrópolis. Durante a apresentação, o cantor disse ao profissional: “Você tá fora, cara. Eu tinha falado que você ia ficar, mas é o último show que você faz”.
Após o show, a equipe do artista afirmou que ele agiu “de forma inapropriada e desmedida”. O comunicado apontava ainda que Ed Motta conversou com o roadie e pediu desculpas diretamente.
Taxa de rolha
A confusão no Grado não foi a primeira vez que Motta se posicionou contra a prática de restaurantes. Em 2018, o músico já havia criticado a taxa classificada como "política classicista".
À época, o chef Rafa Costa e Silva, do restaurante Lasai, rebateu a crítica nas redes sociais: "Tenho uma maravilhosa sommelier que faz um espetacular trabalho e tem um salário, que devo pagar, que sai das vendas dos vinhos! Tenho taças de cristal, que você adora, e que custam em média R$ 40 a peça... Eu também tenho que pagar as quebras e reposições… Você acha que isto cai do céu? NÃO! Eu cobro rolha e tenho uma política que acredito ser super justa e honesta. Se você não acha, BEM, NÃO VENHA, você não é bem-vindo".
