O ex-procurador da Lava Jato e senador eleito Deltan Dallagnol (Novo-PR) denunciou ter recebido uma notificação do Banco do Brasil exigindo a retirada de um vídeo com críticas à gestão da instituição. Segundo ele, o banco deu prazo de 24 horas para apagar a publicação e ameaçou recorrer à Justiça, inclusive na esfera criminal.
“Em vez de responder aos números, o banco preferiu me processar, me acusar, me ameaçar com processo civil e até criminal. Cadeia”, afirmou Deltan, em vídeo divulgado nas redes sociais neste sábado (7).
O ex-procurador relacionou o episódio a processos contra parlamentares de direita no Supremo Tribunal Federal (STF). Ele citou os deputados eleitos senadores Marcel van Hattem (Novo-RS) e Gustavo Gayer (PL-GO), que enfrentaram procedimentos judiciais relacionados a declarações contra autoridades.
Deltan também mencionou um levantamento segundo o qual mais de 80% dos casos analisados no Supremo contra deputados atingiram parlamentares de direita. A pesquisa citada por ele inclui 46 casos relacionados a manifestações e publicações na internet.
“Se eles censuram senadores e deputados que têm imunidade prevista na Constituição para todas as suas falas, imagina o que que o sistema pode fazer com você”, declarou. As críticas foram direcionadas ainda ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), acusado por Deltan de não reagir ao que considera abusos contra a liberdade de expressão.
O senador eleito aproveitou a manifestação para reforçar o apoio à candidatura de Rogério Marinho (PL-RN) ao comando da Casa. “O Senado precisa defender a Constituição e impedir que a crítica aos poderosos seja tratada como crime”, afirmou Deltan.
Diario do poder