Delegado explica crime de estupro coletivo e destaca consentimento: 'O não da mulher importa'

 

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Após a repercussão do caso de estupro coletivo de uma adolescente de 17 anos em Copacabana, o delegado do caso, Vitor Becker, publicou nas redes sociais que tem recebido muitas mensagens relacionadas ao crime. Nos comentários, algumas pessoas questionaram se realmente houve abuso da parte dos suspeitos e ele aproveitou o momento para explicar às pessoas o que é consentimento no contexto de abuso sexual.


Segundo o delegado, uma pessoa chegou a escrever que não houve estupro, porque a jovem teria consentido na primeira vez com o ex-namorado. “Não houve estupro nenhum. A menina consentiu”, disse. Em seguida, o profissional defendeu a vítima com base nas investigações sobre o episódio.


“Se ela disser que não quer continuar e for forçada a isso, é estupro. O ‘não’ da mulher importa", disse o delegado Vitor Becker.


“O consentimento não é permanente, não é automático, não é eterno, não é perpétuo. O fato de uma mulher aceitar sair com alguém, ir ao apartamento de alguém ou até mesmo iniciar uma relação sexual com uma, duas, três, cinco ou dez pessoas não significa que ela consentiu com tudo", complementou o delegado.


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Relembre o caso


Com base nas investigações do caso, o crime de estupro coletivo teria acontecido na noite de 31 de janeiro de 2026, em um apartamento no bairro de Copacabana, no Rio de Janeiro. Na ocasião, a vítima, de apenas 17 anos, foi atraída ao local sob o pretexto de um encontro com o ex-namorado que, de acordo com a Polícia Civil, foi articulado como uma emboscada para a jovem ser abusada sexualmente.


Ao longo desta semana, os quatro criminosos que estavam sendo considerados foragidos no caso se entregaram à Polícia Civil do Rio de Janeiro e agora podem receber penas de 16 anos e 8 meses a 30 anos de prisão. São eles: Bruno Felipe dos Santos Allegretti, de 18 anos; João Gabriel Xavier Bertho, de 19 anos; Mattheus Verissimo Zoel Martins, de 19 anos; e Vitor Hugo Oliveira Simonin, de 18 anos. 


(Victoria Rodrigues, estagiária de Jornalismo, sob supervisão de Vanessa Pinheiro, editora web em Oliberal.com)