Defesa pede a Moraes que Bolsonaro receba padre na prisão após STF autorizar visitas de pastores

 

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A defesa de Jair Bolsonaro (PL) pediu ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorização para que o ex-presidente passe a receber assistência religiosa de um padre católico na prisão. O requerimento foi protocolado nesta segunda-feira na execução penal que tramita na Corte e solicita a inclusão do padre Paulo M. Silva na rotina de atendimentos espirituais já autorizados ao ex-mandatário.

Na petição, os advogados pedem que o religioso seja incluído “nos mesmos dias e condições previamente autorizados” para a assistência religiosa já deferida por Moraes. A formulação faz referência direta ao modelo de visitas que o ministro já havia liberado para líderes evangélicos, em encontros individuais, supervisionados e com regras fixadas pelo STF.

Bolsonaro já está autorizado a receber o bispo Robson Rodovalho e o pastor Thiago Macieira Manzoni, nomes ligados ao meio evangélico e ao entorno religioso do bolsonarismo. A ampliação agora pleiteada busca incluir também a Igreja Católica na assistência espiritual ao ex-presidente, sem alteração do regime de custódia, mas com expansão do rol de religiosos autorizados.

O ex-presidente cumpre pena após condenação no processo da trama golpista. Desde o início da execução penal, as condições de visitas e de rotina na unidade onde está custodiado vêm sendo definidas por decisões diretas de Moraes, que é o relator.

A petição é assinada pelos advogados Celso Vilardi, Paulo Amador da Cunha Bueno e Daniel Bettamio Tesser. O pedido ainda será analisado por Moraes.