Defesa de Vorcaro pede a Mendonça que primeira conversa com banqueiro na prisão não seja gravada

 

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A defesa do banqueiro Daniel Vorcaro pediu ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça autorização para que a primeira conversa entre o empresário e seus advogados no presídio federal de Brasília ocorra sem gravação. A equipe jurídica afirma que ainda não conseguiu realizar um contato reservado com o cliente desde a prisão preventiva determinada na quarta-feira passada no âmbito das investigações sobre o Banco Master.

O pedido foi apresentado ao Supremo neste sábado em processo que tramita sob segredo de Justiça. Segundo os advogados, a autorização é necessária para que possam discutir de forma confidencial a estratégia jurídica do caso nesta nova fase das investigações. A informação foi inicialmente divulgada pela CNN e confirmada pelo GLOBO.

Nas penitenciárias federais, os encontros entre presos e seus defensores costumam ser monitorados e registrados por áudio e vídeo. Por isso, a defesa solicitou ao relator que a primeira reunião com Vorcaro ocorra sem esse tipo de registro.

Desde que foi transferido para o sistema penitenciário federal, o banqueiro ainda passa pelo período inicial de adaptação às regras da unidade. Nessa etapa, que pode durar até 20 dias, presos recém-chegados ficam submetidos a protocolos mais restritivos de circulação e de contato externo enquanto são integrados à rotina do presídio. Neste período, por exemplo, não pode receber familiares ou outras visitas pessoais.

Vorcaro está detido na Penitenciária Federal em Brasília, unidade de segurança máxima que mantém monitoramento permanente das instalações e estabelece regras rígidas para movimentação dos detentos e realização de visita.