Defesa de Lulinha afirma que quebra de sigilo é 'dispensável' e recorre ao STF para obter dados do procedimento

 

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A defesa de Fábio Luís Lula da Silva, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, afirmou neste quinta-feira que a quebra de sigilo de seu cliente, decretada tanto pelo Supremo Tribunal Federal (STF) quanto pela CPI do INSS, "é dispensável".

Em nota assinada pelo advogado Guilherme Suguimori Santes, a defesa diz ainda que recorreu à decisão do ministro André Mendonça para ter acesso às informações relativas ao procedimento.

"Diante das notícias de hoje, peticionamos ao STF pedindo acesso à suposta quebra de sigilo, informando que forneceremos voluntariamente ao Tribunal os documentos pertinentes. Por tudo isso, entendo que a quebra de sigilo é dispensável, pois não é necessário coagir quem desde o início demonstrou interesse inequívoco em contribuir".

A defesa diz ainda que o filho do presidente não teve nenhuma participação em fraudes no INSS.

Leia a íntegra da nota da defesa:

"Recebemos hoje a notícia da quebra de sigilo contra Fábio Luís, tanto pela CPMI, quanto, supostamente, nos autos do inquérito do Supremo Tribunal Federal.

Estamos absolutamente tranquilos quanto ao resultado da quebra, pois ele não teve nenhuma participação nas fraudes do INSS e não cometeu nenhum crime.

No entanto, ressalto que, desde o início, Fábio expressamente se colocou à disposição do STF, informando sua intenção de prestar todos os esclarecimentos que a Corte entendesse necessários. O fornecimento de documentos seria etapa inevitável para esclarecer fatos, dissipar ilações e evitar a desnecessária politização de seu nome.

Diante das notícias de hoje, peticionamos ao STF pedindo acesso à suposta quebra de sigilo, informando que forneceremos voluntariamente ao Tribunal os documentos pertinentes.

Por tudo isso, entendo que a quebra de sigilo é dispensável, pois não é necessário coagir quem desde o início demonstrou interesse inequívoco em contribuir"