Leniel Borel, pai do menino Henry, deve depor ainda hoje ao júri que analisa o assassinato da criança. A oitiva é uma das mais esperadas e pode se estender por horas.
À tarde, a atuação de Leniel como assistente de acusação foi motivo de troca de farpas entre as bancas de defesa.
O advogado de Jairinho, Zanone Júnior, escalou as críticas e disse que leniel chega a prometer dinheiro a testemunhas de acusação. Ele cita os depoimentos de Natasha e Débora, ex-namoradas de Jairinho, e de Kaylane, filha de Natasha. Elas foram ouvidas na quinta-feira e relataram um histórico de agressões praticadas pelo ex-vereador.
"Durante vários anos, posteriormente à agressão na mãe [Natasha], à agressão nela [Kaylane], e ninguém falou nada, ninguém achou ruim. Mas depois que prenderam [Jairinho] e que o Leniel entrou em contato com elas.... Débora também foi procurada por Leniel. Natasha foi procurada por Leniel, Débora foi procurada por Leniel. Kaylane Débora e Natasha, todas são representados pelo mesmo advogado: o advogado do Leniel. E por incrível que pareça, tem um chequinho no final, de R$ 2 milhões", afirmou Zanone.
Já advogado de Leniel, Cristiano Medina, reconheceu que o cliente teve contato com as testemunhas, mas que nunca as influenciou.
"Leniel viabilizou, sim, que essas vítimas pudessem trazer as suas verdades. Em momento algum Leniel pediu para qualquer uma delas mentir. Observem, a primeira [Kaylane] era uma criança de três anos quando sofreu a primeira agressão de Jairo. Essa moça trouxe total credibilidade na sua narrativa. A menina chorou. A menina não é uma atriz", disse Medina.
O julgamento do caso foi retomado na parte da tarde com o depoimento do médico legista Luiz Ayrton Saavedra, que analisa as evidências médicas do caso.
Pela manhã, falou Luiz Carlos Leal Prestes, um perito do Ministério Público. A mãe de Henry, Monique Medeiros, passou mal quando foram exibidas fotos da autópsia. Ela não retornou ao plenário.
O principal ponto em discussão nos depoimentos dos especialistas é o momento da morte de Henry. A acusação diz que ele morreu ainda no apartamento onde a família vivia, mas a defesa dos réus alega que a morte aconteceu no hospital, possivelmente por erro médico.
