Defesa de Jairinho consegue liminar para que interrogatório do réu aconteça após o de Monique no júri Henry

Defesa de Jairinho consegue liminar para que interrogatório do réu aconteça após o de Monique no júri Henry

 

Fonte: Bandeira



A defesa de Jairo Souza Santos Júnior, o Jairinho, obteve uma liminar em habeas corpus para garantir que o interrogatório do ex-vereador no júri pela morte de Henry Borel seja realizado somente após o depoimento de Monique Medeiros.

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O pedido foi apresentado pelos advogados Rodrigo Faucz e Alanis Matzembacher. No início do julgamento, a solicitação já havia sido feita à juíza Elizabeth Machado Louro, mas acabou negada pela magistrada. Com a decisão do Tribunal de Justiça, Jairinho deverá ser interrogado depois de Monique.

Segundo a defesa, a medida é necessária para assegurar o direito à ampla defesa e permitir que o réu conheça previamente as acusações feitas pela ex-companheira durante o julgamento.

— Não é possível que aquele que está sendo acusado tenha de se manifestar antes da acusação. Isso é básico em qualquer Estado de Direito. Para se defender adequadamente, é necessário conhecer o conteúdo exato da acusação. Continuamos a confiar no Poder Judiciário do Rio de Janeiro para garantir um julgamento justo para Jairo — Rodrigo Faucz.

— O doutor está aqui para falar sobre o perfil psicológico. Ele não é testemunha do fato, ele está aqui para traçar um perfil. Eu estou implorando ao senhor. O senhor está nos submetendo a uma verdadeira tormenta — afirmou a juíza.

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Zanone rebateu, dizendo que o Ministério Público havia levado cerca de quatro horas na inquirição do psiquiatra enquanto ele só duas.

— Mas eu falei com vocês, ainda não tinha feito esse pedido antes da fala da acusação — respondeu a magistrada.

No início do júri, a defesa de Jairinho sustentou que Monique deixou de ocupar apenas a posição de corré e passou também a assumir postura acusatória contra o ex-vereador ao longo do processo.

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Na ocasião, a juíza rejeitou o requerimento e afirmou que não caberia ao tribunal trabalhar com hipóteses sobre o comportamento dos réus durante os interrogatórios.

O advogado também sustentou que o especialista não presenciou os fatos investigados e foi contratado pela acusação.

— Trata-se de uma pessoa que não presenciou, não entrevistou e apenas foi contratada pela acusação para expor suas impressões pessoais — disse.

O julgamento, iniciado na segunda-feira, já acumula mais de dois dias de sessões, marcadas por longos depoimentos, divergências entre acusação e defesa e sucessivos questionamentos sobre as provas produzidas durante a investigação da morte de Henry, ocorrida em março de 2021.

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