Defesa de ex-presidente do BRB contesta prisão e alega que ele 'não representa risco para investigações do Master'
O advogado de defesa de Paulo Henrique Costa, Cleber Lopes, conversou com jornalistas na manhã desta quinta-feira (16) em Brasília. Ele disse que considera a prisão de Costa, ex-presidente BRB, "desnecessária", porque ele não representa um "risco para as investigações do caso do Banco Master".
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Cleber Lopes acompanhou as buscas realizadas pela Polícia Federal no apartamento de Paulo Henrique Costa no Noroeste, área nobre de Brasília, e disse que ele ainda será deslocado para a superintendência da Polícia Federal na capital federal. Lá, o ex-presidente do BRB vai passar pelos procedimentos.
O advogado ainda falou que não teve acesso à íntegra da decisão do ministro André Medonça, que vai tomar pé da situação, mas que considera a prisão desnecessária.
"No primeiro momento, a defesa considera que o Paulo Henrique não representa nenhum perigo para a aplicação da lei penal. Ele está em liberdade desde a primeira fase da operação. Não há notícia de que ele tenha praticado qualquer fato que pudesse atentar contra a instrução criminal, a ordem pública, a aplicação da lei penal, de maneira que a defesa considera, no primeiro momento, a prisão absolutamente desnecessária", alegou.
O advogado afirmou que espera que o ministro André Medonça possa encaminhar a decisão nesta quinta. para análise dos ministros da segunda turma do Supremo Tribunal Federal, o que ainda não foi confirmado.
Governadora do DF falou sobre o caso
Há pouco, a governadora do DF divulgou uma nota oficial em que fala sobre a prisão de Paulo Henrique Costa. Ela disse que os fatos envolvendo o ex-presidente do BRB estão sob análise do Poder Judiciário, a quem compete a devida apuração e julgamento, e que a atual gestão do DF reafirma o compromisso inegociável com a transparência, a legalidade e o respeito às instituições.
Afirmou também que vai seguir atuando com "responsabilidade, rigor e absoluta clareza, garantindo que todos os fatos sejam devidamente esclarecidos".
A Celina já havia adiantado ao âncora do CBN Brasília, Bruno Mello, que esse assunto do BRB cabe à Justiça.
