Defesa Civil terá oito novos radares meteorológicos para atuar na prevenção de eventos climáticos extremos

 

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O governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) anunciou nesta terça (14), durante evento de comemoração de 50 anos da Defesa Civil de São Paulo, que o órgão irá adquirir oito novos radares meteorológicos da Universidade de São Paulo (USP) para prever eventos climáticos e emitir alertas em casos extremos no estado (hoje, São Paulo possui sete radares do tipo). O investimento será de R$ 110 milhões.

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Também foi anunciado um investimento de R$ 1,2 milhão para a contratação de dois novos mapeamentos de risco para a cidade de São Sebastião, no Litoral Norte do estado. Em fevereiro de 2023, 64 pessoas morreram após fortes temporais causarem deslizamentos e enchentes na cidade. Após o desastre, foi instalada uma sirene na Vila Sahy, comunidade onde se concentraram as mortes, que é acionada quando há um grande volume de chuva na cidade e há riscos para a população.

Ao todo, o pacote de repasses para a área da Defesa Civil anunciado pelo governador soma R$ 195 milhões, e também inclui execução de obras de prevenção a desastres, entrega de viaturas e caminhões-pipa, e investimentos em tecnologia, pesquisa e fortalecimento das defesas civis municipais.

Foi autorizada a contratação de 40 novas obras em áreas de risco, além de uma parceria entre a Defesa Civil e o Fundo Social para a compra de 38 caminhões-pipa, ao custo de R$ 19,7 milhões, além da formalização de convênios com municípios para aquisição de equipamentos e veículos, com recursos provenientes de emendas impositivas, no valor de R$ 1,35 milhão.

Ao anunciar os investimentos, o governador agradeceu às universidades públicas paulistas pela “parceria” que possibilitou a aquisição dos novos radares.

— Esses radares estarão conectados a um centro de operações de emergência moderno e eficiente. A gente sai de 5 para 13 radares. Isso significa melhorar a precisão e a velocidade das nossas previsões, e assim a gente consegue estruturar as nossas prioridades e remover as pessoas daquelas áreas que vão ser afetadas por enchentes. Isso significa salvar vidas — disse Tarcísio.