Defesa Civil libera 86 imóveis para retorno de moradores no local da explosão em São Paulo
O governo de São Paulo informou, nesta terça-feira (12), que 105 imóveis foram vistoriados após a explosão ocorrida na região do Jaguaré, na Zona Oeste da capital. Segundo a Defesa Civil estadual, 86 residências já foram liberadas para o retorno das famílias, enquanto cinco foram totalmente interditadas e outras 14 seguem sob interdição cautelar.
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As avaliações estão sendo feitas por equipes da Defesa Civil, do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) e das concessionárias Sabesp e Comgás, que acompanham os trabalhos para analisar danos estruturais e eventuais ressarcimentos às famílias atingidas.
De acordo com o governo estadual, os imóveis foram classificados em quatro níveis de risco. As casas na categoria verde estão liberadas para retorno imediato dos moradores. Já os imóveis classificados como amarelos permitem apenas a retirada de pertences. Na faixa laranja, a retirada de objetos deve ser acompanhada pela Defesa Civil, enquanto as residências identificadas em vermelho permanecerão interditadas devido ao risco de desabamento.
As vistorias nas demais ruas afetadas pela explosão serão retomada nesta quarta-feira (13).
O governo também afirmou que mantém equipes de acolhimento social na região, além da distribuição de kits de ajuda humanitária e suporte aos desabrigados. Segundo as concessionárias, 194 pessoas já haviam sido cadastradas até a tarde de terça para receber auxílio emergencial imediato, ampliado de R$ 2 mil para R$ 5 mil. Parte das famílias também está sendo hospedada em hotéis.
A explosão ocorreu em uma obra da Sabesp, que realizava uma obra de remanejamento de tubulação de água quando uma rede de gás foi atingida. A empresa então acionou a Comgás, por volta das 15h, e paralisou as atividades. “Durante a mobilização da equipe técnica para realização do reparo, ocorreu a explosão. As causas da ocorrência estão sendo apuradas pelas empresas e pelas autoridades competentes”, afirmou a companhia em nota.
Entretanto, moradores alegam que já havia cheiro de gás vazando na rua desde cedo e um homem chegou a publicar um vídeo nas redes sociais reclamando disso.
A Agência Reguladora de Serviços Públicos do Estado de São Paulo (Arsesp) informou que fará uma "investigação rigorosa das causas do acidente" e que vai solicitar às duas concessionárias, Sabesp e Comgás, "todos os documentos e registros operacionais relacionados à prestação dos serviços no local, bem como as informações específicas" sobre a manutenção que era realizada.
"Caso sejam constatadas falhas, descumprimento de normas ou responsabilidade de empresa fiscalizada, serão adotadas as medidas regulatórias e sancionatórias cabíveis", acrescentou a agência.
De acordo com a Secretaria Estadual de Saúde, o homem está entubado, em leito de Unidade de Terapia Intensiva (UTI), no Hospital Regional de Osasco. Francisco Silva era morador de uma das casas atingidas pelo acidente.
Outro homem, chamado Osmar Braz Henrique, 55 anos, sofreu uma fratura no cóccix e teve alta nesta terça-feira (12). O outro, Fernando Silva da Cunha, 33 anos, que é funcionário da Sabesp, foi transferido para o Hospital das Clínicas.
O acidente também deixou uma pessoa morta, um homem de 49 anos, chamado Alex Sandro Fernandes Nunes. Ele era vigilante e estava dentro de uma casa que foi destruída pela explosão.
