Deezer tem funções que o Spotify não tem — o que descobrimos testando o app
Uso a Deezer há oito anos. Minha relação com o streaming de música começou graças a uma promoção da minha operadora de telefonia móvel, a TIM, que disponibilizava o serviço dentro de um dos seus planos para celular. Antes disso, por pouquíssimo tempo, utilizei o Spotify na versão gratuita da plataforma. O salto de qualidade na experiência foi gritante quando migrei de uma plataforma para outra. Apesar de o app verdinho ser muito popular, a Deezer me serviu como uma luva por integrar nativamente funções como a qualidade HiFi nativa.
Aqui na redação, também testei o serviço por dois meses para comparar com outros apps de música. Também acabei ganhando o serviço, mas tinha pensado em continuar pagando o Spotify, já que era meu app preferido. No entanto, depois dos testes, percebi que a Deezer já me entrega o que preciso e vou continuar só com ela por enquanto. Dois pontos que mais me chamaram atenção foram o recurso Flow Tuner e o SongCatcher, que identifica uma música tocando no momento. Nas próximas linhas, contamos nossa experiência com o serviço e se vale a pena ou não assinar a Deezer.
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Usei a Deezer por oito anos e descobri funções que o Spotify não tem
Mariana Saguias/TechTudo
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Flow Tuner
Diego:
O Flow é uma função sobre a qual tenho opiniões diversas. Dependendo do gênero de música que estou escutando, o recurso não funciona tão bem. Em algum momento, no meio de tantas faixas atualizadas automaticamente, sempre pode entrar uma que não agrade.
Além disso, a ideia de ser uma rádio infinita não me conquistou — um formato meio quadrado que, ao meu ver, não combina com a proposta do streaming, que é permitir que você escute o que quiser, na ordem e do jeito que preferir. Por outro lado, quando a intenção é colocar um som ambiente instrumental durante alguma tarefa, por exemplo, o Flow se mostra super válido.
Vanessa:
Eu gosto bastante de ouvir as playlists que já criei, mas o Flow, da Deezer, tem sido útil para descobrir músicas novas. A função mistura faixas que já escuto com recomendações baseadas no meu histórico, criando uma sequência contínua.
Com o Flow Tuner, passei a ter ainda mais controle sobre o que o algoritmo entrega. O recurso permite ativar ou desativar gêneros, incluir novos estilos que quero explorar e escolher um mood para ajustar o tipo de música que aparece. Na prática, tenho usado bastante para dois momentos específicos: quando estou trabalhando, para manter algo mais neutro tocando ao fundo, e no transporte público, quando prefiro algo mais animado ou diferente das minhas playlists habituais.
Com o Flow Turner é possível refinar ainda mais o algoritmo para descobrir novas músicas
Reprodução/Deezer Vanessa Coelho
Qualidade HiFi nativa
Diego:
Inicialmente um serviço à parte, batizado de Deezer HiFi, o recurso que oferece som de altíssima qualidade foi integrado a todos os planos pagos da plataforma. Dessa forma, aproximadamente 90 milhões de faixas podem ser consumidas sem perdas, com som de estúdio.
Para mim, que gosto de prestar atenção em arranjos e outras nuances das músicas, o HiFi é ouro. Antes de trabalhar, coloco meu fone e deixo a mágica da tecnologia acontecer. Uma harmonia que era imperceptível no som “comum” aqui salta aos ouvidos.
Embora o Spotify também conte com o recurso de músicas em altíssima qualidade, lá é preciso habilitar a função durante a audição. Já na Deezer, por estar integrado nativamente ao player, o recurso leva muita vantagem em relação à concorrente.
SongCatcher
Vanessa:
Um recurso que chamou minha atenção na Deezer é o SongCatcher, ferramenta de identificação de músicas integrada ao próprio aplicativo. Antes, eu usava o Shazam, que exige um app separado. Com o SongCatcher, não precisei mais manter dois aplicativos para a mesma função — desinstalei o Shazam, liberei espaço no celular e passei a fazer tudo dentro da Deezer.
Na prática, o recurso funciona de forma rápida: basta tocar no botão de identificação e aproximar o celular da música que está tocando. Nos testes que fiz, o reconhecimento levou menos de 10 segundos e acertou todas as faixas identificadas. Depois disso, o próprio app já oferece a opção de abrir a música, salvar na biblioteca ou adicionar a uma playlist, o que torna o processo mais direto. Mas confesso que, quando cantarolei, as músicas não foram reconhecidas.
SongCather é um recurso que possibilita reconhecer uma música no ambiente
Reprodução/Deezer Vanessa Coelho
O que eu acho da assinatura: vale a pena?
Diego:
Bem, sendo assinante da plataforma há quase uma década, seria contraditório dizer que a assinatura não vale a pena. Há uma certa sensação de liberdade ao poder pular músicas sem limite diário e ouvir as faixas sem os irritantes anúncios atrapalhando a progressão do álbum ou da playlist.
Por falar em álbum, minha única crítica à plataforma é a dificuldade em encontrar os discos nas páginas dos artistas. Por exemplo, se eu for à página do artista X e acessar a aba de discografia, não encontro o álbum Y. Vejo singles e outros produtos, mas não o disco. A única forma de achá-lo é digitando o título na barra de pesquisa.
Mas, no geral, a Deezer entrega tudo o que eu preciso — e espero — de um streaming musical. Tem retrospectiva no fim do ano, é fácil baixar as músicas para ouvir offline, é fácil montar playlists... é tudo muito simples e intuitivo. Por isso, sim, vale a pena assinar a Deezer. Vale tanto que, como a parceria entre o streaming e a TIM vai mudar, vou assinar direto na plataforma para não perder o acesso ao serviço.
Vanessa:
O Spotify é cerca de R$ 1 mais barato que a Deezer, então, na prática, o preço não pesa muito na escolha. Eu sempre usei o “verdinho”, mas como ganhei uma assinatura da Deezer, resolvi testar. A ideia inicial era continuar pagando o Spotify e manter os dois serviços ao mesmo tempo, mesmo tendo a Deezer gratuita.
Depois de usar por um tempo, percebi que isso não seria necessário. A Deezer já entrega o que eu preciso e acabei gostando bastante da experiência, principalmente do Flow combinado com o Mood. Normalmente escolho modos como Relax ou Gospel e vou descobrindo músicas novas enquanto escuto.
A única coisa de que senti falta foi uma integração mais direta com a Alexa. Como uso muito o streaming como uma espécie de “rádio”, enviar uma música para o dispositivo não é tão simples quanto no Spotify. Lá, bastava usar o Spotify Connect e a música já era enviada para o alto-falante. Na Deezer, esse processo não é tão rápido, o que acabou me decepcionando um pouco.
No geral, porém, a experiência foi positiva. Considerando os recursos e o que ele entrega no dia a dia, eu recomendaria a Deezer.
Vale a pena ser assinante da Deezer
Divulgação
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