Decretos da gestão Rui Costa na Bahia favoreceram sócio de Vorcaro, diz portal

Decretos da gestão Rui Costa na Bahia favoreceram sócio de Vorcaro, diz portal - Foto
Fonte da notícia: CBN CBN

Decretos da época do governo de Rui Costa na Bahia favoreceram o empresário Augusto Lima, sócio de Daniel Vorcaro no Master, no negócio de crédito consignado. A informação foi publicada nesta segunda-feira (10) pelo portal Poder 360, mostrando que o empresário que depois virou sócio de Vorcaro no Master não teria conseguido prosperar sem o apoio de Rui Costa e de Jaques Wagner, então secretário de governo da Bahia. De acordo com o relatório da PF, tornado público há cerca de duas semanas pelo Supremo Tribunal Federal, a origem da relação entre os petistas e o empresário está no cartão Credcesta, voltado para conceder empréstimos consignados a funcionários públicos do estado. O Credcesta foi vendido no processo de privatização da Ebal, antiga empresa baiana de alimentos.

PF e CGU investigam aplicações de R$ 194 milhões da previdência de servidores de Maceió Investigação aponta que grupo suspeito de planejar atentados tinha Palácio do Planalto como um dos alvos Segundo o Poder 360, 16 dias depois da venda da estatal, os decretos foram publicados, alterando o funcionamento do Credcesta, que servia para comprar alimentos, permitindo que ele oferecesse crédito consignado aos servidores do estado e ampliando a fatia da renda que poderia ser comprometida com os empréstimos. A taxa de juros era de 5% ao mês, valor considerado acima do praticado pelo mercado, tendo em vista que o produto era oferecido para servidores públicos. Segundo investigadores, o Credecesta é a origem do esquema do Master. Depois de prosperar o negócio na Bahia, Augusto Lima se juntou a Daniel Vorcaro e espalhou o produto para 24 estados e mais de 170 municípios. Quando foi efetivada a venda da Ebal, não se sabia sobre as mudanças no Credcesta, o que também atrair outros interessados, mas Augusto Lima e outros sócios à época arremataram o negócio. Apurações da Polícia Federal também mostram que depois, já como senador, Wagner foi autor de uma emenda a uma Medida Provisória, em março de 2022, que beneficiaria o Banco Master se fosse aprovada. O texto apresentado tentou estabelecer um teto para a aplicação de juros sobre os empréstimos consignados, mas que na verdade iria favorecer as operações do Master. A PF apura esse caso. A reportagem CBN entrou em contato com Rui Costa e Jaques Wagner, mas não teve resposta.

Compartilhar: WhatsApp Facebook Telegram X

Deseja ler a íntegra original na fonte jornalística?

Acessar matéria no site CBN