Fontes próximas ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), avaliam que a decisão do ministro Flávio Dino de suspender o afastamento do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, teria “atropelado” a atuação do presidente da Corte, Edson Fachin. Guerra de narrativas exige resposta rápida de Fachin, avalia especialista em Direito Constitucional Decisão de Mendonça de tirar diretor da PF prejudica investigações em andamentos, afirma Dino A avaliação considera que Fachin já analisava um pedido da Advocacia-Geral da União (AGU) para suspender a decisão de Mendonça que havia determinado o afastamento de Rodrigues do cargo. A AGU apresentou o pedido nesta terça-feira (8), em contestação à decisão monocrática de Mendonça. O ministro havia determinado o afastamento preventivo do diretor-geral da PF diante de suspeitas de monitoramento ilegal e problemas técnicos em relatórios de inteligência. O caso ficou sob relatoria de Fachin, que determinou que Mendonça se manifestasse sobre o pedido da AGU no prazo de 72 horas. Antes que Fachin analisasse o pedido, porém, Dino utilizou outro processo em tramitação no STF para suspender a decisão de Mendonça e determinar a reintegração de Andrei Rodrigues ao cargo. A decisão provocou, entre interlocutores de Mendonça, a avaliação de que Dino se antecipou a uma decisão que estava sob análise de Fachin. A leitura no entorno de Mendonça é de que, embora Dino tenha atuado em outro processo, sua decisão acabou interferindo diretamente em uma questão que já estava sendo analisada pelo presidente do Supremo.
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Decisão de Dino é vista por entorno de Mendonça como 'atropelo' a Fachin
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