Deboche e sensação de impunidade: vídeo em elevador logo após estupro coletivo em Copacabana mostra tranquilidade de agressores
Uma gravação obtida pelo “Fantástico”, da TV Globo, mostra os acusados do estupro coletivo em Copacabana, na Zona Sul do Rio, comemorando o crime. O caso aconteceu no fim de janeiro, e a filmagem foi exibida no último domingo (8).
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No vídeo, gravado no elevador do prédio onde a adolescente de 17 anos foi violentada, é possível ver Vitor Hugo Oliveira Simonin, Mattheus Verissimo Zoel Martins, João Gabriel Xavier Bertho e Bruno Felipe dos Santos Allegretti, além de um menor, rindo e comemorando instantes após cometer o crime.
“A mãe de alguém teve que chorar hoje, por que as nossas…”, diz um deles, em tom de deboche.
Ao "Fantástico", que teve acesso a detalhes da investigação sobre o caso, o delegado Angelo Lages comentou sobre o vídeo no elevador: "Essas imagens são chocantes. Faltam até palavras e adjetivos para narrar o que representa esse tipo de conduta".
Deboche e sensação de impunidade: vídeo em elevador logo após estupro coletivo em Copacabana mostra tranquilidade de agressores
Reprodução do Fantástico/TV Globo
Novas denúncias
O vídeo exibido no programa do último domingo foi gravado logo após o grupo de quatro jovens e um menor violentar a adolescente de 17 anos, num apartamento em Copacabana. Com a repercussão do caso, outras vítimas quebraram o silêncio e relataram ter sofrido abusos por parte de alguns dos investigados.
Uma das jovens, hoje maior de idade, procurou a delegacia para relatar um abuso sofrido durante uma festa, quando ainda tinha 17 anos. O agressor, segundo ela, seria Victor Hugo, seu colega no Colégio Pedro II e um dos presos pelo crime em Copacabana. A vítima descreve que, enquanto se beijavam, o rapaz tentou forçá-la a praticar sexo oral.
A segunda vítima disse ter sido abusada em agosto de 2023, quando tinha apenas 14 anos. O crime teria sido cometido, de acordo com a mãe dela, por três homens, sendo que dois deles estavam no caso de Copacabana: o menor, hoje com 17 anos, e Mattheus Martins, de 19.
Os quatro maiores de idade se entregaram à polícia entre os dias 4 e 5 de março e estão presos preventivamente. Já o menor de 17 anos foi apreendido e levado ao Departamento Geral de Ações Socioeducativas, o Degase.
