Déa Lúcia fala sobre os cinco anos sem o filho, Paulo Gustavo: 'Não existe dor maior'

 

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Há cinco anos, o Brasil perdia um de seus maiores artistas dos últimos tempos. E Déa Lúcia Amaral, seu filho muito amado. Paulo Gustavo nos deixou em 4 de maio de 2021, aos 42 anos, vítima de complicações da Covid, doença que parou o mundo. Nesta segunda-feira, ela recebeu o EXTRA para uma conversa sobre "Meu filho é um musical", espetáculo em homenagem a Paulo Gustavo, que vai estrear no próximo dia 28 de maio, no Rio. E, inevitavelmente, a emoção veio à tona.

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— Para uma mãe, a pior dor que existe na vida é perder um filho. Não existe dor maior. Mas eu costumo dizer sempre que quem me ajudou está lá em cima (ela faz referência a uma força divina). Eu sou uma pessoa espiritualista, por isso sempre lidei com a morte com mais facilidade. Acredito que a gente vem, vive e tem a hora de ir embora. Mas que bom que tenho conseguido deixar um legado de amor para essas mães que também batalham por seus filhos, como eu fiz com o meu. Desculpem a minha emoção (ela fica com os olhos marejados).

Déa Lucia com o filho, Paulo Gustavo

Arquivo/Divulgação

Dona Déa conta que é abordada com frequência por famílias de pessoas homossexuais, que se inspiram na relação entre ela e Paulo Gustavo, de amor incondicional, para transformar a sua convivência.

— Quantas milhares e milhares de mães vieram me agradecer: "A senhora me ensinou muito, Dona Déa. Me ajudou a unir minha família". Os filhos gays também vêm pra falar comigo: "Obrigado, tia, você é maravilhosa! Eu fui aceito pelos meus pais, pelos meus avós, pelos meus padrinhos". Eu não quero falar isso como sinal de vaidade, por favor. Mas eu ando na rua e vem todo mundo fala comigo com esse carinho — relata ela.

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Atualmente, Déa Lúcia é mais do que "a mãe de Paulo Gustavo" e musa inspiradora da maior personagem do humorista — a Dona Hermínia, de "Minha mãe é uma peça". Integrante do elenco fixo do "Domingão com Huck", ela vem construindo a sua própria carreira como artista. E diz que só tem a agradecer por tudo que a presença especial do filho neste mundo tem lhe proporcionado.

— Meu filho partiu, hoje está fazendo cinco anos. E nós estamos aqui fazendo essa peça linda em homenagem a ele, que sempre me homenageou. E quem sabe a gente faz depois um filme? Mas eu tenho fé — afirma, aos 78 anos.

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