De 'pior contratação' à evolução: Como foi a passagem de Jhon Arias pela Inglaterra e o que esperar de sua volta ao Brasil

 

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Se o destino de Jhon Arias será o Palmeiras ou o Fluminense, as próximas horas vão responder. Mas a volta do atacante ao futebol brasileiro já é dada como certa na Inglaterra. O colombiano deixará a Premier League sem ter conseguido conquistar os torcedores britânicos. Mas sua saída ocorre justamente no momento em que começava a dar sinais de evolução.

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Já praticamente rebaixado na Premier League, o Wolverhampton iniciou um processo de desmanche do elenco justamente para se antecipar a uma provável desvalorização dos jogadores quando a ida para a Segunda Divisão se concretizar. Com mercado no Brasil e uma passagem frustrante pelo clube, Arias se tornou naturalmente um dos primeiros nomes desta lista.

Contratado por 14,7 milhões de libras, Arias chegou ao Wolves com a expectativa de ser o substituto de Matheus Cunha, transferido para o United. Mas a dificuldade de adaptação à Inglaterra e ao futebol local o impediram de repetir no time britânico as atuações dos tempos de Fluminense. O colombiano só conseguiu ter sua primeira participação em gol na 21ª partida pelo clube. O que se viu em campo, quando não passou despercebido, foram falhas que, aos poucos, minaram a paciência da torcida.

No início de dezembro, quando o rebaixamento já era dado como certo devido à péssima campanha do Wolverhampton, Arias já era colocado pela imprensa na lista de jogadores que deveriam estar numa possível barca de meio de temporada. Após a derrota para o Aston Villa, pela 13ª rodada da Premier League, quando o posicionamento irregular do colombiano levou a anulação de um gol e ele ainda quase foi expulso, torcedores foram as redes sociais classificá-lo como "a pior contratação da história".

Mas não se pode colocar tudo na conta da dificuldade de adaptação. O Wolverhampton vive uma crise na temporada atual que atinge a todos os jogadores e levou a uma troca no comando no meio do caminho (o argentino Néstor Lorenzo deu lugar ao galês Rob Edwards). Além disso, houve uma insistência em escalá-lo como um segundo atacante, função que ele não estava acostumado a exercer no Brasil.

O cenário só começou a mudar a partir do empate com o Manchester United, em 30 de dezembro. Após iniciar com Arias no banco por três jogos seguidos, Edwards o recuou para jogar como um meia pela direita. O colombiano saiu-se bem (o que não é surpresa para quem o acompanhava no Brasil) e cresceu no time.

- Jhon é um jogador de futebol muito bom e pode levar tempo para se adaptar, especialmente à Inglaterra e à Premier League. Jogar um pouco mais recuado fez com que ele tocasse mais na bola, e eu achei que ele foi muito, muito bem - elogiou Edwards.

A ascensão de Arias veio tarde demais tanto para ajudar o Wolves a dar a volta por cima como para ajudar a ele mesmo na missão de conquistar o torcedor. Mas serve para mostrar que, posicionado onde sabe-se que ele rende melhor, o colombiano pode continuar sendo peça-chave de um time. O Palmeiras sabe disso. Por isso se acertou com o clube inglês e com o próprio jogador. O Fluminense, que tem o direito de cobrir qualquer oferta por ele até esta quarta, sabe mais ainda.