De pênis de guaxinim a notas para amantes: biografia não autorizada revela vida de sobrinho de John F Kennedy

 

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De diário de traições ao suícidio de ex-mulher, a vida do atual secretário de Saúde americano — o equivalente ao ministro da saúde no Brasil — foi colocada à mostra em nova biografia não autorizada. “RFK Jr: The Fall and Rise”, escrita pela jornalista Isabel Vincent, baseia-se nos diários de Robert Kennedy Junior escritos entre 1999 e 2001.

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Filho do senador americano Robert F Kennedy, assassinado em 1968, e sobrinho do presidente americano John F Kennedy — também assassinado, em 1963, em Dallas (Texas) —, RFK Jr. é polêmico personagem na cultura americana, sendo alçado ao cargo de secretário de saúde por Trump em fevereiro do ano passado.

Vincent, em entrevista ao "New York Post", diz ter recebido os diários do político de uma de suas ex-esposas, Mary Richardson Kennedy, que se matou em maio de 2012. Os diários seriam usados como "moeda de troca" durante o divórcio.

Diário de traições com notas de 0 a 10

Uma das principais partes do livro relata a relação de RFK com sua sexualidade e o que ele chama de “demônios da luxúria”. De acordo com a biografia, ele relata nos diários suas traições: a primeira esposa foi traída com a segunda, e a segunda com a terceira (e atual).

No meio disso, RFK Jr. ainda encontrava tempo para outras amantes e encontros sexuais, em que ele designa, para cada uma, uma nota de 0 a 10 num sistema bem definido, sendo 10 uma relação sexual com penetração. Em algumas anotações, a palavra “Vitória” aparece escrita: são os dias em que ele não traía.

"Eu sabia que papai estava me observando e que ele me amava", escreveu o secretário em 25 de julho de 2001. "Mas eu também sentia que o estava decepcionando — quando eu contava uma mentira, tinha um pensamento sexual, tirava uma nota ruim”, escreveu RFK Jr., segundo Vincent.

Comentários sobre amigos e celebridades

RFK Jr. também escrevia sobre seus encontros e opiniões sobre amigos e celebridades. Sobre o então presidente Bush, após os eventos do 11 de setembro, ele escreveu: “Nosso presidente é um idiota e um fantoche, e é doloroso vê-lo na TV... Ele é um completo imbecil”.

Em outro evento político, quando Bill Clinton poderia sofrer impeachment por conta do seu caso extraconjugal com Monica Lewinsky, estagiária e depois funcionária da Casa Branca: “Ele tinha cara de playboy. Era bronzeado, em forma, falava bem, ria bastante e era muito charmoso”.

Incidentes com animais e pets diferentões

Em 2024, RFK Jr. foi capa de jornal após admitir ter abandonado a carcaça de um filhote de urso no Central Park, em Nova York, no que era considerado, por muitos, como um verdadeiro mistério de mais de uma década.

Esse não é o único episódio envolvendo animais. Em 2001, segundo a autora do livro, ele deixou a família no carro enquanto mutilava o pênis de um guaxinim morto na estrada.

"Eu estava parado em frente ao meu carro estacionado na I-684, retirando o pênis de um guaxinim atropelado, pensando em como alguns membros da minha família se tornaram estranhos", declarou ele. “Meus filhos esperavam pacientemente no carro”, emendou.

Além de animais mortos na estrada, RFK Jr. também tem uma longa lista de animais de estimação não convencionais: um leão-marinho morou na piscina de uma das suas casas, sendo alimentado com cavala fresca. O animal foi, eventualmente, levado para um zoológico.

Quando mais jovem, diz o livro, ele voltou de uma viagem à África com uma tartaruga-leopardo e, em outro momento, recebeu um filho de leão, que ele teria, segundo a autora, levado para um internato — até que foi expulso.