De Pablo “Cadeirada” para Flávio “Rachadinha”

De Pablo “Cadeirada” para Flávio “Rachadinha” - Foto
Fonte da notícia: Brasil 247 Brasil 247

Na situação de abissal divisão da sociedade em torcidas que não se distinguem por duas das três pernas do tripé que sustenta as sociedades, ou seja, classe social e etnia, a crença religiosa tem sido um dos fatores de divisão do país.

Nesse contexto, em um país que chafurda na situação trágica de ter população característica dos países mais pobres do planeta, a situação de ter 90,5% de nosso povo acalentando alguma crença religiosa, a cisão da Nação em duas partes antagônicas é, simplesmente, aterradora.

É nesse ethos (valores, costumes, crenças e modos de agir que caracterizam um povo) que reside a explicação para o gosto pelo bizarro que reuniu, no mesmo evento – ou seja, no debate de ontem na TV Bandeirantes –, os “coaches” de Flávio “Rachadinha” Bolsonaro.

A associação dos estudos do Pew Research Center e do Gallup World Poll revela que, à exceção dos EUA – que são ricos, mas absurdamente desiguais –, todos os países tão religiosos acalentam uma população facilmente manipulável.

Picaretas como Pablo “Cadeirada” Marçal ou Flávio têm suas vidas infames facilitadas pelos “líderes religiosos” (bandidos que usam a religião para enriquecer) que vendem seus “rebanhos” aos políticos que pagam mais e/ou tenham eleitorado mais fiel.

“Cadeirada” orientou “Rachadinha” no debate da Band. Tal qual um técnico de futebol (ou coach) orienta seu time desde a beira do gramado, o instrutor de patifaria ensinava ao dedicado aprendiz como jogar sujo contra o ingênuo Lula.

É preciso ser um picareta para jogar como “Rachadinha” ou “Cadeirada”. Gente decente não sabe jogar assim, fazendo faltas, dando cotoveladas, caneladas e “carrinhos” retóricos.

Lula sempre se deu mal contra esse tipo de malandro. É acertada a tese que eclodiu ontem, de que o enfrentamento de Lula a “Rachadinha” emulou o de 1989, contra Fernando “Marajá” Collor de Mello.

Como o forte do primogênito do Jair não é a inteligência, descuidou de avaliar quais resultados Collor e Marçal colheram de suas respectivas “espertezas”.

Collor está na cadeia, ou melhor, numa gaiola dourada, em prisão domiciliar. Já Flávio “Rachadinha” começou a perder quando jornalistas de direita como Eliane Cantanhêde ou Merval Pereira indignaram-se com seu “jogo sujo” contra Lula.

Foi de revirar o estômago.

Quem brilhou ontem, pois, foi Adriana Araújo, apesar de as regras da Band terem sido formuladas para dar audiência via baixaria, como naquele programa do SBT nos anos 1980 “O Povo na TV”, que deu ao Brasil Roberto Jefferson.Mas Adriana pedir ao “Rachadinha” para calar a boca e respeitar o adversário, a audiência e seus próprios eleitores, bastou para fazer os recortes da campanha de Lula darem uma surra nos do filho mais canalha do Jair, segundo o UL.

Graças a Galactus, Thanos e Doctor Doom – cada um escolhe os seus deuses favoritos. E, convenhamos, os meus são mais divertidos e nunca produziram vilões como Pablo “Cadeirada” ou Flávio “Rachadinha”. E Viva Stan Lee. R. I. P.

Na visão deste que escreve, portanto, Flávio comteu ontem seu pior erro nesta eleição. Gente decente ficou enojada com a sua malandragem, com sua recusa a dar satisfações sobre suspeitas graves e com as suas infames táticas de sarjeta.

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