De Domenec a Filipe Luís: Flamengo já supera R$ 55 milhões pagos desde 2019 com rescisões de treinadores; veja valores

 

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A demissão de Filipe Luís do comando do Clube de Regatas do Flamengo, anunciada na madrugada desta terça-feira após goleada do rubro-negro sobre o Madureira, obrigará o clube a desembolsar cerca de R$ 6 milhões em multa rescisória. Pelo acordo de renovação firmado no fim do ano passado, o treinador tem direito ao equivalente a três salários.

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Na prática, o valor não representa impacto significativo diante das receitas rubro-negras. Ainda assim, ajuda a dimensionar a decisão da diretoria, que não levou em conta o aspecto financeiro para a troca no comando técnico.

O início irregular da temporada 2026, logo após a renovação contratual, pesou na avaliação interna. Também contribuíram relatos de insatisfação de parte do elenco, que teria passado a minar o trabalho do treinador nos bastidores.

A nova rescisão, primeira da gestão de Luiz Eduardo Baptista, o Bap, atual presidente do clube, amplia uma estatística gerada ainda na gestão anterior, do ex-mandatário Rodolfo Landim. Desde 2019, primeiro ano de Landim à frente do clube, o Flamengo já ultrapassou a marca de R$ 55 milhões gastos com multas rescisórias de treinadores.

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Veja valores gastos pelo Flamengo com demissões de treinadores desde 2019:

Domènec Torrent: R$ 11,4 milhões

Rogério Ceni: R$ 3 milhões

Paulo Sousa: R$ 7,7 milhões

Vítor Pereira: R$ 15 milhões

Jorge Sampaoli: R$ 9,5 milhões em multa

Tite: mais de R$ 3 milhões

Filipe Luís: cerca de R$ 6 milhões

Soma dos valores: Ao menos R$ 55,6 milhões

Há ainda casos de treinadores que se despediram do clube sem receber compensações financeiras. É o caso de Abel Braga e Jorge Jesus, que pediram demissão em 2019 e 2020, respectivamente; Renato Gaúcho, demitido em 2021 e cujo contrato não previa o pagamento de multa recisória; e Dorival Júnior, que permaneceu no clube até ter o vínculo expirado em novembro 2022.