De 'cancelados' a cultuados: confira dez looks que causaram no red carpet do Oscar
Elas causaram! Foram criticadas, canceladas, viralizaram. O tapete vermelho do Oscar, que chega neste domingo à 98ª edição com brasileiros disputando em cinco categorias, já teve looks considerados estranhos e, que, com o tempo, foram redimidos. Fique de olho no red carpet, que virou passarela de consagração de designers, marcas e tendências, e recorde-se de modelos que entraram para a História da moda e do cinema.
Björk, 2001
O número 1 continua sendo da cantora Björk, Em 2001, ela causou ao usar um vestido de cisne assinado por Marjan Perjoski, um designer macedônio. Também usou o modelo na capa de seu álbum "Vespertine", de agosto do mesmo ano. A cantora filandesa foi ridicularizada por muito tempo (ela chegou a ser parodiada no filme "As branquelas" (2004), mas a peça virou cut: está exposto no MoMa, de Nova York.Em entrevista, a cantora analisou o fenômeno: "Parece que fui no solo das celebridades americanas e fiz xixi no altar".
A cantora islandesa Björk em 2001
Fred Prouser
Demi Moore, 1989
E o que dizer da bermuda ciclista de Demi Moore no Oscar de 1989? Era final da cécada de 1980, cuja estética é amada por uns e odiada por outros. A atriz decidiu ousar e reuniu alguns códigos da época numa mesma produção: bermuda ciclista, espartilho e uma saia, que funcionava como causa, com padrão metálico. Como tudo muda o tempo todo no mundo, o visual foi supercriticado, mas, agora, é reverenciado pela sua autenticidade e por ser o retrato de uma época.
A atriz Demi Moore no Oscar de 1989
Reprodução do Instagram
Lady Gaga, 2015
Um vesLido bafônico, assinado por Azzedine Alaïa, foi a escolha da cantora Lady Gaga, na cerimônia do Oscar em 2015. Em tempo: o modelo demorou cerca de 1.600 horas para ser confeccionado. Mas a cantora fashionista, ousada, irreverente e original queria mais. Foi aí que ela adicionou luvas vermelhas que lembram aquelas usadas para lavar louças. Viralizou!
Lady Gaga no Oscar de 2015
MARK RALSTON
Lizzy Gardiner, 1995
Em 1995, a figurinista Lizzy Gardiner, que concorria ao prêmio de Melhor Figurino por seu trabalho em “As Aventuras de Priscilla, Rainha do Deserto”, desfilou no tapete vermelho do Oscar com um vestido feito com 254 cartões de crédito dourados da American Express, unidos por fios de metal. A figurinista admitiu o desconforto para andar e sentar com a peça. Em 1999, o modelo foi leiloado por cerca de 12 mil dólares: a renda obtida foi revertida para amfAR (fundação sem fins lucrativos dedicada ao apoio à investigação da Aids e prevenção do HIV).
A figurinista Lizzy Gardiner no Oscar de 1995
Reprodução do Instagram
Cher, 1986
Ícone de moda, Cher costuma estar sempre à frente do seu tempo, desde o começo da carreira. Em 1986, não foi diferente. O look que usou em 1986 na cerimônia do Oscar é prova disso: foi desenhado por Bob Mackie, e era formado por cabeça de plumas, top de lantejoulas pretas, saia de cintura baixa e capa. Cher quis mandar um recado "visual" para a Academia por não ter sido indicada ao prêmio de Melhor Atriz pelo filme "Mask". Moral da história: o look da "vingança" é adorado e já foi reinterpretado por nomes como Dua Lipa e Kim Kardashian.
Cher no Oscar de 1986
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Celine Dion, 1999
Quase século XXI e o desejo da cantora Celine Dion foi subverter regras. No Oscar de 1999, ela vestiu o "Backward tuxedo", ou smoking ao contrário". O look foi criado por John Galliano, à época à frente da direção criativa da Dior. De cetim branco, a peça tinha lapela e botões nas costas. Um chapéu de abas largas e óculos escuros completaram a produção, duramente criticada. Há quem goste, há quem odeie. Mas não dá para tirar o ineditismo do visual, considerado por especialistas, hoje, vanguarda.
A cantora Celine Dion no Oscar de 1999
Reprodução do Instagram
Whoopi Goldberg, 1993
Em 1993, a atriz desfilou no tapete vermelho do Oscar multicolorida: inspirada numa vilã de conto de fadas, ela vestiu macacão brocado sob casaco roxo aberto e forrado em verde-limão. A assinatura é da designer Lola Faturoti. Até os dias de hoje, o visual é mencionado como a moda no Oscar pode ser divertida e ser ferramenta de expressão pessoal. "Me senti uma princesa da Disney", afirmou a atriz, anos depois.
Whoopi Goldberg no Oscar de 1993
Divulgação
Gwyneth Paltrow, 2002
Gwyneth Paltrow no Oscar de 2002 com vestido McQueen
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A loura foi massacrada ao usar um vestido assinado pelo lendário designer Alexander McQueen: o corpete era feito de uma malha fina e ela não usou sutiã. Os flashes potencializaram a transparência do modelo gótico. A vibe meio punk não agradou aos críticos de plantão, que, por anos a fio, mencionaram o look como um dos piores do Oscar. Mas a hora da virada enfim chegou: em 2023, sua filha Apple Martin vestiu o modelo e postou nas redes sociais: a geração Z amou. E o vanguardismo do gênio McQueen é reverenciado.
Barbra Streisand, 1969
A atriz e cantora Barbra Streisand usou, em 1969, um conjunto assinado por Arnold Scaasi e com ele recebeu o prêmio de Melhor Atriz por "Funny girl". De paetês pretos, com calças largas (estilo pijama), gola e punhos de cetim branco, ela só não contou com os flashes e a transparência, que viraram o talk of the town da cerimônia daquele ano. Resultado: Barbra, criticada pela ousadia, depois foi ovacionada por ter aberto o caminho para o estilo nude.
Barbra Streisand, no Oscar de 1969
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Nicole Kidman, 1997
Oo vestidode alta-costura verde-amarelado de John Galliano para a Dior, com bordados inspirados na Chinoiserie, usado por Nicole Kidman em 1997 recebeu duras críticas: "Que vestido feio", exclamou a apresentadora lendária Joan Rivers, na TV, ao vivo. Décadas depois virou um divisor de águas, iniciando a era de alta-costura no red carpet mais famoso do planeta.
Nicole Kidman, de Jhon Galliano para Dior, modelo alta-costura, no Oscar de 1997
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