De Cabral a Castro e Witzel: no Rio, horário eleitoral começa com Paes e Ruas buscando associar rival a antigos aliados - QTU Questões do Universo

De Cabral a Castro e Witzel: no Rio, horário eleitoral começa com Paes e Ruas buscando associar rival a antigos aliados

Fonte: Bandeira da fonte

A propaganda eleitoral na TV e no rádio começa nesta sexta-feira com os dois principais candidatos ao governo do Rio, Eduardo Paes (PSD) e Douglas Ruas (PL), tentando se apresentar como alternativa ao que vigorou no estado nos últimos anos.
Enquanto o ex-prefeito carioca foca no período iniciado após a eleição de 2018 para dizer que o adversário representa a continuidade das gestões Wilson Witzel e Cláudio Castro, o presidente da Assembleia Legislativa associa o líder das pesquisas ao ex-governador Sérgio Cabral.
Detentor do maior tempo de propaganda, com 4 minutos e 50 segundos, Paes manterá o discurso que vem adotando nos últimos meses.
São dois eixos principais: a prioridade conferida à segurança pública e as críticas aos políticos que comandaram o estado de 2019 até março deste ano.
Douglas Ruas, assim, é apresentado como a continuidade de Castro e Witzel.

Outro alvo será o ex-presidente da Alerj Rodrigo Bacellar, preso em investigação que apura o elo entre a política e o crime organizado.
Bacellar era o candidato original de Castro à sucessão.
O ex-prefeito vai dizer que o Rio vive uma crise sem precedentes nas esferas política, institucional, fiscal e de segurança.

Em parte dos minutos a que tem direito, Paes aparece em um estúdio de cenário parecido com o que já usou em outras campanhas, com uma estante ao fundo.
A peça inclui o diagnóstico e soluções para problemas, especialmente a segurança.
'Rio real'
Ainda desconhecido para 59% do eleitorado fluminense, segundo a última pesquisa Genial/Quaest, Ruas vai estrear na TV com um vídeo em que apresenta “uma história do Rio real”.
A peça é pouco nacionalizada e se concentra em contar a trajetória do hoje presidente da Alerj, embora em um momento o associe à família Bolsonaro.
Governador no período em que ele foi secretário de Cidades, Cláudio Castro é omitido.
Caminhando, Ruas afirma logo no início do vídeo de dois minutos e meio que existem dois estados: “O Rio do cartão-postal, da orla, da praia, do turista, da vida bacana.
E tem o nosso: da Baixada, de São Gonçalo, da Zona Norte, da Zona Oeste, do interior”, elenca.
“Meu nome é Douglas Ruas, tenho 37 anos, sou filho do Rio que não sai nas novelas”.
Trecho da propaganda de Ruas associa Paes a Cabral e Lula
Reprodução
Filho do prefeito de São Gonçalo, Capitão Nelson (PL), o deputado relata que passou a fazer parte da “grande transformação” que a cidade vive.
Depois, sem especificar que foi secretário de Cidades de Castro, conta que levou obras “para mais de 70 municípios em todo o estado”.

Depois de finalizar a linha do tempo da própria história, o candidato sentencia que a eleição é “entre dois Rios e duas gerações”.
Embora Castro fosse do PL e, antes, ocupasse a vice de Witzel, também de direita, a propaganda classifica Paes como parte da “turma que há 30 anos se reveza no poder”.
Aqui, insere fotos do ex-prefeito ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e dos ex-governadores Sérgio Cabral e Luiz Fernando Pezão.

Na sequência, coloca uma imagem de si ao lado de Flávio e de Jair Bolsonaro antes de se contrapor ao adversário:
“Do outro estamos nós, a geração que perdeu amigo para a violência, que esperou o transporte que não veio, que nunca viu a saúde da mulher ser tratada como deveria.
Para nós, bandido é bandido e merece a cadeia.
Vítima é a mãe que enterrou o filho”, diz.
“Eu sou Douglas Ruas, das ruas do Rio real.
A gente não criou esses problemas, mas é a gente que vai resolver”, completa.
Além deles, Anthony Garotinho (Republicanos) e William Siri (PSOL) teriam acesso ao horário eleitoral, mas com menos tempo.
Uma decisão do Tribunal Regional Eleitoral do Rio (TRE-RJ) desta quinta-feira, no entanto, suspendeu o acesso de ex-governador ao tempo de TV e ao fundo eleitoral.
Garotinho contaria com 1 minuto e seis segundos na propaganda gratuita, enquanto o vereador de esquerda soma 32 segundos.