De amistoso discreto a duelo indigesto: Brasil e Croácia reeditam rivalidade iniciada há 20 anos em último encontro antes da Copa
O último teste da seleção brasileira antes da Copa do Mundo carrega mais história do que parece. O duelo desta terça-feira contra a Croácia resgata uma rivalidade recente, mas marcada por capítulos decisivos — e que começou de forma quase discreta, em um amistoso há mais de duas décadas.
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O primeiro encontro entre as seleções aconteceu em 17 de agosto de 2005, em Split. Na ocasião, o Brasil empatou por 1 a 1 com a Croácia, com gols de Niko Kranjčar e Ricardinho. Um jogo sem grande peso na época, mas que acabaria sendo o ponto de partida de um confronto que ganharia contornos cada vez mais relevantes no cenário mundial.
De lá para cá, Brasil e Croácia se cruzaram poucas vezes — apenas cinco —, mas quase sempre em momentos-chave. Três desses encontros ocorreram em Copas do Mundo, o que ajudou a transformar o duelo em algo maior do que um simples retrospecto equilibrado.
O primeiro capítulo em Mundial veio na Copa do Mundo de 2006, quando o Brasil venceu por 1 a 0, com gol de Kaká. O confronto voltou a ganhar destaque em 2014, na abertura da Copa do Mundo de 2014, quando a seleção comandada por Neymar venceu por 3 a 1 em um jogo marcado por polêmicas de arbitragem.
Mas foi em 2022 que a rivalidade ganhou seu capítulo mais marcante — e doloroso para os brasileiros. Nas quartas de final da Copa do Mundo de 2022, o Brasil saiu na frente com gol de Neymar na prorrogação, mas sofreu o empate no fim e acabou eliminado nos pênaltis. A cena do camisa 10 chorando após a queda se tornou um dos símbolos recentes da seleção.
Apesar da diferença de tradição — cinco títulos mundiais contra nenhum —, a Croácia construiu ao longo dos anos uma reputação de adversário duro, capaz de competir de igual para igual com potências. Finalista em 2018 e semifinalista em 2022, a equipe europeia consolidou um estilo de jogo baseado em controle e resiliência, frequentemente levando partidas ao limite.
