Datafolha para o Senado mostra Alckmin, Marina, Tebet e França na frente de Derrite e Salles
A primeira pesquisa Datafolha do ano, divulgada na noite de segunda-feira (10), mostra seis ministros do presidente Lula na frente dos candidatos da direita ao Senado em São Paulo. São eles: Fernando Haddad (Fazenda), Geraldo Alckmin (Desenvolvimento, Indústria e Comércio), Guilherme Boulos (Secretaria Geral da Presidência), Simone Tebet (Planejamento), Marina Silva (Meio Ambiente) e Márcio França (Micro e Pequenas Empresas). Desses, apenas os três últimos têm mais chances de concorrer à s duas vagas disponÃveis.
O levantamento foi feito antes de Haddad admitir candidatura ao governo do estado, o que era negado até então.
Eles foram os candidatos mais citados em uma extensa lista de opções apresentadas aos entrevistados, composta por 10 nomes. Os outros são: Guilherme Derrite (PP), Ricardo Salles (Novo), Paulinho da Força (Solidariedade), Rosana Valle (PL), todos deputados federais. O deputado estadual Gil Diniz também aparece na lista.
O material reflete a incerteza do próprio cenário eleitoral, que ainda depende de articulações polÃticas do presidente Lula (PT) e do governador TarcÃsio de Freitas (Republicanos).
Alckmin e Haddad foram testados separadamente, enquanto os demais postulantes ao cargo foram mantidos nas duas rodadas. O vice de Lula, que prefere manter seu posto na chapa presidencial em 2026, marcou 31% das intenções de voto, e o ministro petista, 30%. A margem de erro é de dois pontos percentuais.
Derrite, por sua vez, variou o desempenho entre 14% (cenário com Haddad) e 13% (Alckmin), a depender de quem seria o adversário na dupla. Ele é quem está mais consolidado na direita para concorrer ao Senado. A segunda indicação do grupo de TarcÃsio permanece uma incógnita com a saÃda de Eduardo Bolsonaro (PL), filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, do paÃs.
Vagas em aberto
À direita, o candidato preferido de Eduardo Bolsonaro patina no levantamento. Conhecido como "Carteiro Reaça", o deputado estadual Gil Diniz (PL) apresenta 3% das intenções de voto a sete meses do pleito. Ele tem desempenho pior que o deputado federal Ricardo Salles (Novo), 13%, apoiador de Bolsonaro, mas que atua de modo independente. A deputada federal Rosana Valle (PL), que tem a simpatia da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, varia entre 6% e 7%.
O Datafolha não incluiu o vice-prefeito de São Paulo, coronel da PM Ricardo Mello Araújo (PL), como possÃvel candidato na pesquisa estimulada, nem os deputados federais Pr. Marco Feliciano e Mário Frias, do mesmo partido.
O GLOBO apurou que, nos últimos dias, Mello ganhou terreno no bolsonarismo e passou a ser visto como competitivo por lideranças de outros partidos da base aliada de TarcÃsio. Feliciano e Frias, por sua vez, contam com trânsito na ala mais radical e a confiança de Bolsonaro. Apesar disso, o governador tem dito a interlocutores que prefere um nome mais de centro para compor com Derrite, a fim de virar votos de candidatos lulistas, sobretudo quando depositarem o segundo voto.
Cenário 1
Fernando Haddad (PT) - 30%
Simone Tebet (MDB) - 25%
Márcio França (PSB) - 20%
Marina Silva (Rede) - 18%
Guilherme Boulos (PSOL) - 14%
Guilherme Derrite (PP) - 14%
Ricardo Salles (Novo) - 13%
Paulinho da Força (Solidariedade) - 10%
Rosana Valle (PL) - 7%
Gil Diniz (PL) - 3%
Não sabe para a primeira vaga - 4%
Não sabe para a segunda vaga - 6%
Em branco/nulo/nenhum para a primeira vaga - 15%
Em branco/nulo/nenhum para a segunda vaga - 21%
Cenário 2
Geraldo Alckmin (PSB) - 31%
Simone Tebet (MDB) - 25%
Marina Silva (Rede) - 21%
Márcio França (PSB) - 20%
Guilherme Boulos (PSOL) - 15%
Ricardo Salles (Novo) - 13%
Guilherme Derrite (PP) - 13%
Paulinho da Força (Solidariedade) - 9%
Rosana Valle (PL) - 6%
Gil Diniz (PL) - 3%
Não sabe para a primeira vaga - 4%
Não sabe para a segunda vaga - 6%
Em branco/nulo/nenhum para a primeira vaga - 14%
Em branco/nulo/nenhum para a segunda vaga - 20%
Pesquisa
O Datafolha entrevistou 1.608 moradores de São Paulo, com mais de 16 anos, nos dias 3, 4 e 5 de março. A margem de erro é de dois pontos percentuais.
