Pesquisa Datafolha divulgada neste sábado questionou as pessoas sobre quais são as motivações que as fazem optar por Flávio Bolsonaro (PL) ou Lula (PT) no segundo turno deste ano. A busca por mudança e alternância de poder é o principal ponto de 41% daqueles que declaram voto em Flávio, enquanto, no caso do petista, a proteção social foi apontada por 48% do segmento. Segundo a pesquisa, uma mesma lista de razões foi apresentada a 2.520 entrevistados, ouvidos em 153 municípios brasileiros entre terça e quarta-feira desta semana. Os eleitores puderam escolher mais de uma opção, e a margem de erro é de dois pontos percentuais. Entre os eleitores do presidenciável do PL, além da mudança, a lista de razões tem ainda a rejeição a Lula e ao PT na sequência — conforme apontado por 31% deles —; a economia e o custo de vida (16%); propostas e qualidade do candidato (15%); desempenho e legado (14%); valores, ideologia e democracia (13%); assim como integridade e o tema da corrupção (11%); e serviços públicos e segurança, conforme relatado por 10% do eleitorado de Flávio. O candidato, que alcançou 47,03% dos votos válidos no primeiro turno, vê ainda 12% do segmento dizer não ter motivo específico para a escolha em Flávio. Entre os temas menos citados estão a proteção social (5%) — principal motivo dos eleitores de Lula — e vínculo e hábito (2%). Já entre os eleitores do candidato do PT, que concorre à reeleição, as motivações que aparecem após a proteção social são desempenho e legado (22%); rejeição a Flávio (17%); valores, ideologia e democracia (11%); assim como propostas e qualidade do candidato, como apontado por 10% do segmento.
Lula, que obteve 45,16% dos votos válidos no primeiro turno, tem 9% dos eleitores dizendo não ter motivo específico para a escolha pela presidente. Entre os temas menos citados estão a economia e o custo de vida (6%) e integridade e corrupção (2%). Por outro lado, o Datafolha também ouviu aqueles que votam braco ou nulo. Os motivos apontados são rejeição — o principal deles, representando 37% do grupo —; descrença e desinteresse (19%); desconfiança, promessas e corrupção (18%); além da falta de opção e polarização (12%). Não têm motivo 16%. A pesquisa tem nível de confiança de 95% e seu registro na Justiça Eleitoral é BR-00466/2026.
O Globo