Das calçadas da vida aos caminhos da alma

Das calçadas da vida aos caminhos da alma - Foto
Fonte da notícia: A Gazeta A Gazeta

Desde sempre tenho encontrado com pessoas e cães amigos pelas estradas da minha vida, quase todas  situadas nas calçadas da rua por onde passo e passeio: colegas de som, clientes, ex-clientes, futuros clientes…  De vez em quando componho a mesa mais famosa do térreo do Centro da Praia Shopping onde a “intelligentzia” produz um incomparável clima de relacionamento já faz muito tempo. 

Semana passada falava-se de viagens, histórias, política, de um tudo. A chegada e a saída da mesa está no campo da imprevisibilidade.

Bem ao norte fica o Café. Se quiser andar para o outro lado e pesquisar vai achar a Sheyla e sua loja de coisas bonitas.

Como o Shopping da Praia é formoso. Para nós, frequentadores desde sempre, tem de um tudo (e nas salas, a fina flor dos serviços às pessoas).

A modéstia me impede de dizer que derramo meus saberes e aprenderes no décimo andar, onde converso no modo self-objeto, inspirado no médico austríaco Sigmund Freud. Acabo de lançar o meu mais recente programa de atendimento em Psicanálise e  Psiquiatria, ou seria Filosofia… o “Como vai você?”, visando atualizar os sinais do inconsciente do outro e dos meus próprios.

Confuso? Pois é.  Ontem, encontrei com meu médico assistente que me faz muito bem e me ajuda a viver e pensar.

Ele se chama Maurício. Na verdade não se chama, os outros é que o chamam.

Trata-se da fina flor da escuta ativa. Auxiliou-me a falar de mim, inclusive comigo mesmo.

Promove a felicidade que é a arte de estar vivo e constante, além de profundamente capaz de viver e fazer viver. E livrar o outro dos mágicos fantasmas

Ainda ando nesse propósito de estar curtindo meu ego feliz, fazendo vinho das uvas doces que a vida e os amigos  nos dão de graça. Simples assim.

Falar nisso, conversei com Talita Vilela, atualmente de Juiz de Fora, Religiosamente, e a favor do próximo, revelou-me seu voto secreto: voto de castidade. Bem que eu desconfiava.

Ela pertence a uma ordem religiosa católica, é quase freira e continua linda. Trabalhamos juntos desde o tempo em que criamos os grupos dedicados ao sofrimento mental do próximo, em diferentes instâncias do tratamento e cuidado de pessoas acusadas de psicóticas e que não recebiam amor.

Confesso isso de vez em quando para enriquecer minha alma e as crônicas quinzenais. Peço a Santo Agostinho, de quem sou fiel admirador, inspiração para o meu país.

Meu, teu, nosso, vosso, etc.  Dorian Gray, meu cão vira-lata, fareja a necessidade de um futuro engajado para nós os tupiniquins. 

Publicação Original A Gazeta agazeta.com.br
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