Dark Horse: Marcos Pollon e Bia Kicis assinaram emendas destinadas a organizações de produtora

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Fonte da notícia: CBN CBN

Os deputados Marcos Pollon, do PL de Mato Grosso do Sul, e Bia Kicis, do PL do Distrito Federal, também assinaram emendas parlamentares destinadas a organizações presididas por Karina Gama, dona da produtora responsável pelo filme “Dark Horse”, cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Segundo a Polícia Federal, a Academia Nacional de Cultura foi indicada para receber um milhão de reais em emendas de Pollon e 150 mil reais de Bia Kicis. Os recursos, porém, não chegaram a ser pagos. Dino derruba sigilo de ação da PF sobre filme 'Dark Horse' A PF aponta que as emendas foram destinadas a São Paulo, embora Pollon tenha sido eleito por Mato Grosso do Sul e Bia Kicis pelo Distrito Federal. Para os investigadores, a diferença pode indicar descumprimento das regras que exigem relação entre o estado de origem do parlamentar e o local beneficiado. Jim Caviezel no pôster de 'Dark Horse', filme sobre Jair Bolsonaro Reprodução/Instagram/therealjimcaviezel A investigação também aponta que o Instituto Conhecer Brasil, presidido por Karina Gama, recebeu dois milhões de reais em emendas assinadas pelo deputado Mario Frias, do PL de São Paulo. A PF apura suspeitas de desvios e afirma que recursos públicos podem ter custeado hospedagens em hotel de alto padrão, refeições e pagamentos a produtoras ligadas ao filme. As informações constam do relatório que embasou a decisão do ministro Flávio Dino, do STF, que autorizou 49 mandados de busca e apreensão em São Paulo, Rio de Janeiro, Ceará e no Distrito Federal. A operação Make Up foi realizada pela PF e pela CGU. Dino também proibiu Mario Frias de deixar o país e de manter contato com os demais investigados. A CBN não conseguiu contato com as defesas de Marcos Pollon e Bia Kicis até o fechamento da reportagem. Dark Horse: operação da PF mira financiamento de filme sobre Bolsonaro A Polícia Federal realiza, nesta quinta-feira (10), uma operação que apura o financiamento do filme Dark Horse, produção inspirada na vida do ex-presidente Jair Bolsonaro. A ação é realizada em conjunto com a Controladoria-Geral da União (CGU) para investigar suspeitas de desvio de recursos públicos oriundos de emendas parlamentares. Ao todo, o Supremo Tribunal Federal (STF) expediu 49 mandados de busca e apreensão a serem cumpridos em São Paulo, Rio de Janeiro, Ceará e Distrito Federal. Não foram expedidos mandados de prisão. A operação foi autorizada pelo ministro Flávio Dino, do STF. No despacho, Dino diz que os alvos estão proibidos de sair do território nacional sem comunicação prévia à Justiça, com recolhimento dos passaportes eventualmente emitidos em nome dos investigados.

Segundo a PF, levantamentos financeiros identificaram uma movimentação da ordem de centenas de milhões de reais entre as empresas que integram o esquema investigado. A Polícia Federal afirma que estão sendo apurados os crimes de peculato, falsidade documental, lavagem de dinheiro, organização criminosa e crimes licitatórios. As investigações apontam a existência de uma organização criminosa formada por agentes públicos e privados, suspeita de direcionar verbas para empresas subcontratadas de forma irregular, sem comprovação da prestação dos serviços contratados. As tentativas de dissimular os desvios teriam se estendido até julho deste ano. Um dos principais alvos é o deputado federal Mário Frias (PL-SP), que teve sete armas de fogo apreendidas pelos agentes. Karina Gama, produtora do filme, também é alvo da ação que contou ainda com a parceria da Controladoria-Geral da União (CGU) no rastreamento das emendas parlamentares. Frias destinou R$ 2 milhões em emendas em 2024 ao Instituto Conhecer Brasil (ICB), presidido por Karina. Os valores foram pagos entre fevereiro e outubro de 2025. A PF apura se de fato os valores foram destinados ao filme ou acabaram desviados. A operação foi autorizada pelo ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, e cumpriu 49 mandados de busca e apreensão em São Paulo, Rio de Janeiro, Ceará e no Distrito Federal.

Além das armas de Mário Frias, a PF apreendeu celulares e computadores em endereços relacionados aos investigados. As sete armas estão registradas em nome de Mário Frias, mas estavam em um endereço diferente daquele declarado pelo parlamentar. A possível irregularidade na posse dos armamentos também será investigada.

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