Dario Durigan defende controle de gastos e manutenção do arcabouço fiscal para recuperar credibilidade - QTU Questões do Universo

Dario Durigan defende controle de gastos e manutenção do arcabouço fiscal para recuperar credibilidade

Fonte: Bandeira da fonte

O Jornal da CBN iniciou nesta semana uma série de entrevistas com representantes da área econômica dos candidatos à Presidência da República mais bem colocados nas pesquisas de intenção de votos.
O que pensam os postulantes ao Palácio do Planalto em um dos setores mais desafiadores para o próximo governo?
Dario Durigan, ministro da Fazenda e porta-voz para assuntos econômicos do plano de governo do presidente Lula, afirmou ao Jornal da CBN que a retomada da credibilidade depende de estabilidade nas regras fiscais.
'O que nós precisamos é de estabilidade para que as pessoas entendam quais são as regras no país.
Por isso, o que está no programa de governo é: nós vamos manter o arcabouço fiscal, fazendo os ajustes necessários, em especial, controlando o gasto obrigatório, de modo que a gente faça um esforço fiscal como foi feito nesse governo, que a gente fez um esforço fiscal de 2% do PIB'.
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Sobre a dificuldade de redução da taxa de juros no país, o ministro afirmou que pretende continuar dialogando com economistas de diferentes linhas e com o Congresso Nacional.
Ele citou medidas como a subvenção ao etanol, a redução do gasto obrigatório para o próximo ano, ajustes no piso constitucional da saúde e a revisão de benefícios tributários.
'Se tiver benefício fiscal dentro dos grupos que nós formamos para identificar abuso, nós vamos seguir cortando o benefício fiscal de modo a uniformizar e diminuir a carga para todo mundo no Brasil'.
Durigan defendeu ainda a melhora da eficiência e da transparência na aplicação das emendas parlamentares.
'Nós precisamos mostrar para a população que as pessoas estão de fato recebendo isso com eficiência.
É diferente do outro candidato que vem na oposição do presidente Lula, que vem sugerindo uma espécie de conselho superior de tratar de responsabilidade fiscal com os outros Poderes'.
'Como que se propõe isso se no fundo a gente está vendo todo dia ataque aos outros Poderes, desrespeito institucional? Então a solução vai ser a família Bolsonaro discutindo com o Supremo e entrando num acordo sobre responsabilidade fiscal? Quão crível é isso?'.