Da Bahia para o Rio: Agytoê faz foliões saírem do chão no Centro

 

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O Bloco Agytoê colocou os foliões para dançar no início da tarde deste domingo (15), na Lapa, no Centro do Rio de Janeiro. Com direito a banda ao vivo, balé coreografado, ritmos de reggae e muito axé, o bloco transformou a região em uma grande pista de dança a céu aberto.

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Fundado em outubro de 2013, o Agytoê nasceu com a proposta de valorizar a cultura afro-baiana no carnaval carioca, com repertório marcado por batidas dançantes e performances coreografadas. Uma das produtoras do evento, Rafaela Pacola, de 41 anos, destacou a presença do público fiel, que acompanha o bloco há anos.

— A gente tem um público cativo, que veio no sol das 13h e permanece o dia todo. Essa é uma região com muitos transeuntes, mas também com o nosso público de muitos anos, e é uma loucura organizar um evento aqui, nesse ponto turístico do Rio de Janeiro — disse.

Segundo ela, a expectativa de um grande público era alta desde o início.

— Desde o primeiro ano, o bloco sempre teve um número grande de pessoas. Aqui, nesse espaço, a gente acredita que receba cerca de 30 mil pessoas — acredita Rafaela.

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Durante o cortejo, o Agytoê recebeu o Selo Folia Verde, título concedido pela Prefeitura do Rio a blocos que adotam práticas sustentáveis durante o carnaval de rua.

A iniciativa valoriza ações voltadas à preservação ambiental, como incentivo ao descarte correto de resíduos, redução do uso de plástico e conscientização dos foliões sobre sustentabilidade durante a folia. Ao longo do desfile, um grupo de catadores permaneceu espalhado pelo trajeto, recolhendo o lixo deixado no chão e orientando o público sobre o descarte adequado dos resíduos.

Rafaela explicou que a parceria com os catadores já faz parte da organização do bloco.

— Todo ano a gente se organiza, inclusive com os catadores, para não gerar lixo e não deixar os resíduos do bloco expostos. Para a gente é uma alegria ter a Secretaria do Meio Ambiente junto nessa parceria, para que o nosso resíduo vire trabalho, vire reciclagem e não fique espalhado. É muito bom quando o poder público se responsabiliza junto com a gente por esses resíduos — comenta.

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Fantasias e criatividade

A criatividade foi o grande combustível dos foliões no Agytoê. Pelas ruas, o desfile transformou-se em uma vitrine de tendências e irreverência: de personagens que dominam as redes sociais, como o fenômeno Labubu, a referências aos esportes olímpicos. No trajeto, as fantasias não apenas atraíram olhares, mas ditaram o ritmo da festa entre poses para fotos e aplausos do público.

Um dos destaques foi o casal Henrique Rocha, de 35 anos, e Leandro Mendes, de 59. Eles buscaram inspiração na corte francesa com uma releitura de Maria Antonieta, a última rainha antes da Revolução Francesa.

— Eu gosto muito de Maria Antonieta, e a ideia era fazer algo parecido, mas adaptado para o calor do Rio — contou Henrique.

A homenagem às agremiações do Rio também marcou presença. O casal Nunes, de 40 anos, e Lucas Batista, de 41, ao lado do amigo Leonardo Fraga, de 41, transformaram o asfalto em um pedaço da Sapucaí para exaltar a Paraíso do Tuiuti. Amigos há três décadas, o grupo carregava no peito o otimismo com a escola de São Cristóvão.

— A gente mora em São Cristóvão e, neste ano, se engajou demais na ideia de acompanhar o Paraíso do Tuiuti. A gente está muito confiante de que vai ser um carnaval maravilhoso para a escola. Estamos torcendo bastante — aposta Lucas.

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Os ambulantes também entraram na folia. As cunhadas Beatriz Lourenço, de 32 anos, e Thaina Batista, de 33, inovaram na venda de sacolés alcoólicos com embalagens inspiradas na área da saúde, chamando a atenção do público em meio à multidão.

— A gente queria vender de uma forma diferente, que chamasse a atenção. Como era algo que todo mundo já conhece, resolvemos aplicar essa ideia.


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