A CVC comunicou ao mercado na noite desta sexta-feira (4) uma emissão de debentures simples, não conversíveis em ações, da companhia no valor de até R$ 450 milhões. A emissão tem como objetivo trocar uma debênture da empresa emitida em 2022 e que hoje tem um valor remanescente de R$ 400 milhões. A primeira parcela venceria em outubro.
Ao Valor, o CEO da CVC, Fabio Mader, disse que a nova estrutura deve levar a CVC a economizar entre R$ 80 milhões e R$ 120 milhões nos próximos 12 meses, a depender do volume de adesão dos debenturistas.
Com a nova estrutura, a remuneração das debêntures passa de CDI + 4,5% para CDI + 3,9%. Além da redução do custo da dívida, a renegociação irá transferir os vencimentos atualmente concentrados em outubro de 2026 e abril de 2027 para março e setembro de 2029.
Segundo os executivos da CVC, a empresa já recebeu manifestação positiva de debenturistas que somam R$ 200 milhões da dívida.
Em outubro deste ano, a CVC Corp teria aproximadamente R$ 115 milhões em pagamentos previstos, considerando cerca de R$ 80 milhões de principal e R$ 35 milhões de juros. Para os debenturistas que aderirem à nova estrutura, os juros serão incorporados ao principal e haverá amortização de 75% do valor original, reduzindo a necessidade de desembolso da companhia no período já no quarto trimestre.
Loja da CVC Divulgação Em abril de 2027, o efeito será maior: um desembolso que, nas condições atuais, seria de aproximadamente R$ 110 milhões e será reduzido para cerca de R$ 25 milhões.
“A operação melhora de forma importante o perfil da nossa dívida. Conseguimos reduzir o custo financeiro e, ao mesmo tempo, alongar vencimentos relevantes, diminuindo a pressão sobre o caixa nos próximos 12 meses. Fazer isso em um cenário econômico ainda desafiador demonstra a confiança dos nossos parceiros financeiros e nos dá ainda mais flexibilidade para seguir executando a estratégia da companhia”, afirma Felipe Gomes, CFO da CVC Corp.
Segundo Mader, a postergação da dívida melhora o cenário para a empresa no quarto trimestre, ao reduzir entre R$ 80 milhões e R$ 100 milhões a necessidade de antecipação de recebíveis da empresa. Nos últimos trimestres, essa antecipação ficou na casa de R$ 300 milhões por período.
As debêntures serão colocadas por meio de uma oferta pública de distribuição primária, nos termos da Resolução CVM nº 160, de 13 de julho de 2022, sendo exclusivamente destinada a investidores profissionais, que sejam titulares de debêntures da 4ª e da 5ª emissão da companhia. A oferta é coordenada pelo Banco Citibank S.A.
Valor