Cuba reage a ameaças de Trump em meio a ofensiva dos EUA na Venezuela
O presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, reagiu nesta segunda-feira (12) às ameaças feitas por Donald Trump e afirmou que “ninguém dita” o que o país deve fazer. Segundo ele, Cuba é alvo de agressões dos Estados Unidos há mais de 60 anos e está pronta para defender a pátria até “a última gota de sangue”.
A declaração ocorre após Trump ameaçar bloquear o acesso de Cuba ao petróleo venezuelano, afirmando que a Venezuela não precisaria mais da proteção do aliado histórico.
Durante a ofensiva americana em Caracas, mais de 30 cubanos, que integravam a guarda do então presidente Nicolás Maduro, morreram na ação, segundo informações divulgadas pelo próprio governo dos Estados Unidos.
As ameaças de Trump fazem parte do desdobramento da operação americana que capturou Nicolás Maduro e a esposa dele, Cília Flores, há pouco mais de uma semana.
Após a prisão, a vice-presidente Delcy Rodríguez assumiu o poder e tomou posse como presidente interina da Venezuela. Trump afirmou que os Estados Unidos passariam a “governar” temporariamente o país, até que haja condições para a realização de eleições presidenciais livres e justas.
Trump divulga página falsa da Wikipédia com cargo de presidente interino da Venezuela
Disputa em torno do petróleo
O governo americano também manifestou interesse em administrar o petróleo venezuelano, que possui uma das maiores reservas do mundo.
Neste domingo (11), Trump disse que poderia impedir investimentos da Exxon Mobil na Venezuela, depois que o CEO da empresa, Darren Woods, classificou o país como “não viável para investimentos” durante uma reunião na Casa Branca.
Trump afirmou a jornalistas que não gostou da declaração e disse que Woods estaria sendo “muito espertinho” ao afirmar que a Venezuela precisaria mudar suas leis para se tornar um destino atrativo para investidores.
Libertação de presos políticos
Também nesta segunda-feira, a organização não governamental Foro Penal informou que 24 presos políticos foram libertados durante a madrugada.
O governo interino da Venezuela afirma que 116 pessoas já ganharam liberdade, mas a ONG contesta o número e diz que apenas 41 libertações podem ser confirmadas. Segundo o Foro Penal, entre 800 e mil pessoas ainda permanecem presas por motivos políticos no país.
