Crusoé: Os detalhes do romance de Lula e Janja na cadeia

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Fonte da notícia: O Antogonista O Antogonista

Livro "Banho de Sol", do agente da Polícia Federal Jorge Chastalo Filho, narra o relacionamento dentro da carceragem da PF em Curitiba O livro Banho de Sol, o agente da Polícia Federal (PF) Jorge Chastalo Filho conta sobre os dias em que Lula permaneceu em uma sala da carceragem da Superintendência da PF em Curitiba.

Quando aparece pela primeira vez no livro, a atual primeira-dama Janja já é tratada como “namorada“. Do lado de fora, um acampamento de petistas levava o nome Marisa Letícia.

“Digo com um sorriso no rosto que descobri que ele tem uma namorada, e deve estar constrangido em trazê-la de quinta-feira, dia de visita dos amigos, porque vão suspeitar. Ele responde sem vacilar ou tentar negar: ‘Eu pretendo me casar com ela, Chastalo.

Ela é funcionária da Itaipu. Trabalhou em Foz do Iguaçu, depois alguns anos no Rio e atualmente está trabalhando aqui em Curitiba, por coincidência do destino”, escreve Chastalo, referindo-se a um acontecimento que aconteceu no dia 14 de julho de 2018.

Chastalo, depois, ajuda Janja a entrar na cela mesmo sem ser da família. A visita teria de ser “em off“, sem que a imprensa perceba, para não “queimar” a namorada.

A primeira vez que Janja conseguiu entrar na cela foi pelos fundos, no final daquele mês. “Coordeno a chegada dela discretamente pela portaria dos fundos.

Quando chega ao portão, eu me apresento e a coloco dentro de uma viatura. Ao subir, Janja está bastante emocionada.

O preso brinca ao vê-la: ‘Quer dizer que terei uma nova advogada?’. E emenda: ‘Não vá chorar…’.

Peço a Lula que fale baixo para não atrair a atenção da equipe externa de segurança. Apesar de serem de confiança, prefiro que também não saibam da situação, para não vazar para a imprensa“, escreve o agente.

Lula conseguia passar momentos com Janja de meia-hora ou até duas horas. Quando o tempo acabava, o agente voltava sem se avisar.

“Voltamos meia hora depois e abro a porta sem bater, como de costume. Essa estratégia é proposital, para não deixar o preso muito à vontade, ou pensando que comanda alguma coisa.

Nunca peço autorização para entrar em nenhuma cela. Simplesmente entro.

Não parece muito educado, mas preciso manter cada um no seu papel. Há um embate psicológico constante entre nós e me divirto com isso…

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Publicação Original O Antogonista oantagonista.com.br
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