A possível vitória nas eleições legislativas pode não se traduzir em força política para 2028 As principais pesquisas indicam que os democratas podem conquistar a maioria na Câmara dos Representantes e, talvez, também no Senado dos Estados Unidos.
Os americanos foram às urnas nesta terça-feira, 3, em meio a uma forte mobilização contrária ao presidente Donald Trump. Apesar do movimento de oposição ao republicano, os democratas enfrentam a falta de uma liderança nacional capaz de unificar o partido.
Desde o fim do governo do ex-presidente Barack Obama, em 2017, nenhum nome conseguiu ocupar esse espaço. O ex-presidente Joe Biden passou longe de se consolidar como uma liderança capaz de unir os democratas.
Já a ex-vice-presidente Kamala Harris viu seu capital político se desgastar após ser derrotada por Trump nas eleições presidenciais de 2024. As divisões internas do Partido Democrata também representam um obstáculo para a construção de uma liderança e de um projeto político comum.
Os democratas contam com alguns nomes de projeção nacional. Entre os principais estão o governador da Califórnia, Gavin Newsom; o ex-secretário de Transportes Pete Buttigieg; e a deputada Alexandria Ocasio-Cortez, uma das principais representantes da ala progressista do partido.
Nenhum deles, contudo, conseguiu alcançar o protagonismo de Barack Obama ou se consolidar como uma liderança capaz de unificar as diferentes correntes da legenda. A queda de popularidade de Trump não retira do republicano sua condição de principal liderança do partido
Trump, porém, sabe que não continuará no topo do partido. E há dois nomes favoritos para tentar sucedê-lo na Casa Branca: Marco Rubio e JD Vance.
Na última semana, Trump brincou com o fato de Rubio estar se tornando tão “popular” dentro do governo. “Vou demiti-lo”, afirmou o presidente, em tom irônico.
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O Antogonista