Crown economiza 150 horas em compras e alcança R$ 765 mil em cost avoidance com automação de negociações

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Fonte da notícia: Valor Valor

Automatizar negociações repetitivas pode liberar compradores para atividades mais estratégicas e, ao mesmo tempo, ampliar a escala da operação. Esse foi um dos principais resultados apresentados pela Crown Embalagens no Fórum de Compras & Sourcing 2026, em case desenvolvido com a Nimbi. A apresentação "Compra Inteligente: Negociações Automatizadas em Escala" mostrou a evolução da operação de Compras da Crown a partir da adoção de recursos de automação e inteligência artificial nas rodadas de negociação. O projeto surgiu diante de um cenário de alto volume de negociações operacionais e rotineiras, que consumiam tempo dos compradores em tarefas manuais e limitavam a atuação em análises mais estratégicas e no relacionamento com fornecedores. A solução adotada foi a implementação de RFQs automáticas com inteligência artificial. Nesse modelo, as rodadas de negociação são conduzidas a partir de templates previamente configurados, respeitando critérios, alçadas, políticas e condições comerciais definidos pela empresa. O comprador permanece responsável pela análise e pela estratégia, enquanto a tecnologia assume etapas operacionais da negociação. "Nosso desafio era ganhar escala sem perder governança. Tínhamos negociações recorrentes que exigiam muito esforço operacional da equipe e queríamos estruturar um modelo em que a automação pudesse assumir esse volume, mas sempre dentro das regras e parâmetros definidos por Compras", afirma Juliana Gonçalves de Godoy Pinto, da área de Compras da Crown Embalagens. O projeto também exigiu uma mudança de mentalidade dentro da área. Segundo o case apresentado, um dos maiores desafios foi construir confiança entre os compradores para migrar de um modelo totalmente manual para um processo em que a inteligência artificial negocia em nome do comprador, dentro das regras configuradas. A adoção foi acompanhada por capacitação e treinamento da equipe. Outro ponto central foi garantir aderência à política global de Compras da Crown. As negociações automatizadas precisavam seguir parâmetros internos, manter rastreabilidade total e permitir que os processos permanecessem auditáveis. Também foi necessário estruturar diferentes cenários de negociação para categorias distintas, combinando padronização com a flexibilidade exigida pelo mercado. Com a automação, as negociações passaram a seguir um fluxo mais estruturado dentro da plataforma, com centralização de registros e maior visibilidade sobre as etapas de cotação. O case também aponta melhora na qualidade das respostas recebidas de fornecedores e ampliação da base de potenciais participantes nas cotações. Os resultados operacionais apresentados incluem 150 horas economizadas por meio da automação de processos, além de 31% de crescimento na média mensal de RFQs realizadas em 2026. O projeto também acumulou R$ 765 mil em cost avoidance e registrou aumento de 54% na geração mensal de cost avoidance em comparação com 2025. "Quando a equipe deixa de gastar tempo conduzindo manualmente negociações que seguem regras bem definidas, conseguimos direcionar mais energia para análise, desenvolvimento de fornecedores e decisões que realmente precisam da atuação do comprador. A automação passou a ser uma forma de ampliar nossa capacidade operacional sem simplesmente ampliar o trabalho manual", diz Juliana. A iniciativa também mostrou potencial de escalabilidade. Segundo o projeto apresentado, a estratégia é ampliar o uso da RFQ automática para compras elegíveis e demais áreas solicitantes, além de desenvolver novos templates para categorias mais complexas e serviços. A parceria entre Crown e Nimbi começou em fevereiro de 2022 e envolve diferentes etapas da jornada de compras, como homologação de fornecedores, compras, contratos, SLAs, negociações, catálogos, follow-up e pagamentos. Para Carolina Cabral, CEO da Nimbi, o case mostra uma mudança na forma como as empresas vêm incorporando inteligência artificial às operações de Compras. "O avanço mais relevante acontece quando a inteligência artificial deixa de ser uma camada paralela e passa a operar dentro do próprio processo de procurement, respeitando regras, políticas e governança. A automação permite escalar atividades que antes dependiam integralmente de esforço humano, enquanto o comprador continua no centro das decisões estratégicas", afirma.

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