Crítico ferrenho do voto pelo correio, Trump vota pelo correio na Flórida

 

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Um dos maiores críticos do voto pelo correio nos EUA, o presidente Donald Trump, costuma se referir a essa modalidade de exercício democrático de um facilitador para "fraude eleitoral". Porém, de acordo com o "New York Times", o chefe da Casa Branca votou exatamente pelo correio numa eleição na Flórida, ocorrida na terça-feira (24/3).

De acordo com os registros eleitorais no site da Supervisão Eleitoral do condado de Palm Beach, onde fica o clube exclusivo Mar-a-Lago de Trump, o presidente votou pelo correio no pleito especial que determinará se a democrata Emily Gregory ou o republicano Jon Maples, apoiado por Trump, representará o distrito do mandatário na Câmara dos Representantes da Flórida. Os registros oficiais apontam que o presidente tem status de "cédula enviada pelo correio".

De acordo com a agência AP, a empresária democrata de 40 anos venceu a eleição no distrito 87.

Os registros mostram que ele está cadastrado para votar lá desde 2019 e que ele enviou seu voto pelo correio pelo menos uma outra vez, em 2020.

Trump tem pressionado os parlamentares republicanos para aprovar um projeto de lei chamado SAVE Act, que endureceria os requisitos de identificação do eleitor e dificultaria significativamente o voto por correspondência.

Durante um evento em Memphis (Tennessee), na segunda-feira (23/3), o president argumentou que o projeto de lei de identificação do eleitor era essencial para a segurança nacional.

"Voto por correspondência significa fraude por correspondência. Eu chamo isso de fraude por correspondência, e precisamos fazer algo a respeito", declarou ele.

Também na segunda-feira, a Suprema Corte pareceu prestes a rejeitar a lei de votação por correspondência do Mississippi, uma decisão que poderia afetar o voto por correspondência em todo o país. Uma decisão no caso, apresentado pelo Partido Republicano, é esperada para o final de junho ou início de julho. Ela pode afetar centenas de milhares de votos por correspondência em disputadas eleições para o Congresso em novembro.