Crítica: Com show entre romântico e dançante, dupla Calema fez público sacudir capas de chuva no Sunset

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Fonte da notícia: O Globo O Globo

A chuva até deu uma trégua, mas a frente do Palco Sunset ainda estava vazia quando a dupla são-tomense Calema começou sua apresentação, com dois minutos de atraso, abrindo os trabalhos neste domingo frio de Rock in Rio. Vestidos em túnicas douradas e roxas, os irmãos Antônio e Fradique Mendes Ferreira chegaram saudados com entusiasmo pelos poucos presentes — inclusive um casal paramentado com acessórios de São Tomé e Príncipe, país natal da dupla (que vive em Portugal). O SEU ROCK IN RIO: MONTE O SEU LINE-UP IDEAL EM JOGO INTERATIVO Rock in Rio: Acompanhe o terceiro dia do festival em tempo real A romântica “Vai” abriu o show e botou o povo para se mexer ao som da percussão — a banda tem ainda guitarra, contrabaixo, teclados e bateria. Quatro dançarinas se juntaram aos irmãos, reforçando o clima de baile afro-lusófono em Curicica.

Quando Antônio e Fradique chamaram o pagodeiro Dilsinho para cantarem “Leva tudo”, a chuva já tinha voltado, insistente, mas o público era até maior à frente do palco. Popular em Portugal e nos países africanos de língua portuguesa, o Calema conta com 1,8 milhão de ouvintes mensais no Spotify, e músicas como “Te amo”, “Amar pela metade” e “A nossa dança” contabilizam cliques na casa das dezenas de milhões.

As baladas românticas são a pièce de resistence do repertório, que às vezes envereda por um pop africano mais percussivo, como em “Bulawê”. Em direção ao fim, o show foi ficando mais dançante, sacudindo as capas de chuva presentes.

Um bom cartão de visitas para uma dupla que pode desbravar o Brasil.

— Nós somos os Calema! — lembrou Antônio.

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