Crise de energia por guerra no Oriente Médio é duas vezes maior que a da década de 1970, diz agência

 

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O chefe da Agência Internacional de Energia, Fatih Birol, descreveu a atual situação do Oriente Médio como 'muito grave' no contexto da energia e alertou que o mundo poderá enfrentar a pior crise energética em décadas.

Em uma declaração à imprensa na Austrália, ele disse que, atualmente, estão sendo perdidos 11 milhões de barris de petróleo por dia, sendo que nas crises na década de 1970 esse número foi de cinco milhões por dia.

'Muitos de nós nos lembramos das duas crises consecutivas do petróleo na década de 1970. Naquela época, em cada uma das crises, o mundo perdeu cerca de cinco milhões de barris por dia, e juntas, 10 milhões de barris por dia. Até hoje, perdemos 11 milhões de barris por dia, o que equivale a mais de dois grandes choques do petróleo juntos', comentou.

Em um comunicado divulgado nesta segunda-feira (23), através da agência de notícias ISNA, o Conselho de Defesa do Irã reiterou que a única maneira de países não beligerantes atravessarem o Estreito de Ormuz é por meio da coordenação com o país.

Os membros defenderam que uma reabertura do estreito acontecerá apenas sob autorização iraniana.

Além disso, o Conselho de Defesa do Irã ameaçou implantar minas navais em todo o Golfo Pérsico caso o país seja invadido, segundo informações da Associated Press.

Teerã afirmou que o ataque teve instalações militares israelenses como alvo. Imagens compartilhadas por agências de notícias internacionais mostraram que áreas civis também foram atingidas.

Também nesse domingo (22), o Irã ameaçou fechar 'totalmente' o Estreito de Ormuz caso o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ataque instalações energéticas do país.

A Guarda Revolucionária iraniana também ameaçou destruir empresas no Oriente Médio com alguma participação societária americana. A ameaça foi feita após Trump ter dado um ultimato, no sábado, para que o Irã reabra o estreito em 48 horas.

A guerra no Oriente Médio entrou na quarta semana, com mais ataques israelenses e iranianos.

Situação da guerra

Irã realiza novos ataques com mísseis e drones contra Israel nesta segunda-feira (9)

Jack Guez/AFP

Enquanto isso, Israel lançou nesta segunda (23) uma nova onda de ataques contra o Irã, que ameaçou implantar "minas navais" no Golfo caso o país ataque, junto aos Estados Unidos, costas ou ilhas.

O governo de Israel anunciou restrições às operações no aeroporto internacional de Tel Aviv. A manobra ocorre diante do aumento dos ataques iranianos e da iminência de uma ofensiva terrestre de grande porto no Líbano.

A decisão impacta o número de decolagens e pousos, além da quantidade máxima de passageiros a bordo em voos. Empresas estrangeiras não operam no país desde o começo da guerra.

Nesse domingo (22), o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, visitou a cidade alvo de um bombardeio iraniano que deixou dezenas de feridos. Ele pediu que a população israelense permaneça em abrigos porque, segundo o premiê, 'o país todo é linha de frente neste momento'.

Teerã afirmou que o ataque teve instalações militares israelenses como alvo. Imagens compartilhadas por agências de notícias internacionais mostraram que áreas civis também foram atingidas.

Também nesse domingo (22), o Irã ameaçou fechar 'totalmente' o Estreito de Ormuz caso o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ataque instalações energéticas do país.

A Guarda Revolucionária iraniana também ameaçou destruir empresas no Oriente Médio com alguma participação societária americana. A ameaça foi feita após Trump ter dado um ultimato, no sábado, para que o Irã reabra o estreito em 48 horas.

A guerra no Oriente Médio entrou na quarta semana, com mais ataques israelenses e iranianos.

Israel iniciou uma nova onda de bombardeios em larga escala contra o Líbano, com a destruição de pontes estratégicas no Sul do país, para desestabilizar o grupo Hezbollah.

O presidente libanês disse que os ataques são uma tentativa de isolar geograficamente o país. Ele disse ainda que a ofensiva israelense é o 'prenúncio' de uma invasão terrestre.

Do lado iraniano, a Guarda Revolucionária declarou ter atingido um caça F-15 que sobrevoava a costa sul do país.

O conflito já deixou milhares de mortos, principalmente no Irã e no Líbano. Protestos contra a guerra ocorreram em diversas cidades ao redor do mundo neste final de semana.

Destruição no Irã após ataques dos Estados Unidos e de Israel.

Iranian Red Crescent / AFP