Criminosos não retornam após saída temporária do Dia das Mães: quem são Raylander do Andaraí e Mata Rindo, detentos procurados

Criminosos não retornam após saída temporária do Dia das Mães: quem são Raylander do Andaraí e Mata Rindo, detentos procurados

 

Fonte: Bandeira



Dois detentos considerados de alta periculosidade e incluídos entre os 1.549 presos beneficiados pela saída temporária do Dia das Mães, no último dia 10, são procurados pela Justiça após não retornarem às unidades prisionais do Rio. Raylander Machado dos Santos, o "Raylander do Andaraí", apontado como chefe de uma quadrilha especializada em roubos violentos na Zona Norte, e Emanuel dos Santos Carvalho, o "Mata Rindo", acusado de homicídios e de atuar no tráfico do Complexo do Lins, descumpriram o prazo de reapresentação encerrado em 14 de maio e passaram à condição de foragidos. O Disque Denúncia divulgou, na quarta-feira, um cartaz com informações sobre os dois homens.

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Segundo a Seppen, o prazo para reapresentação terminou em 14 de maio. Nenhum dos dois voltou ao sistema prisional e ambos passaram à condição de foragidos. No caso de Emanuel, a própria direção do Instituto Penal Benjamin de Moraes Filho comunicou oficialmente à Vara de Execuções Penais, no dia 15 de maio, que ele "não retornou do VPF", sigla usada para Visita Periódica ao Lar.

De acordo com as investigações, Raylander foi preso por comandar uma quadrilha especializada em roubos de veículos, estabelecimentos comerciais e pedestres na Tijuca, em Vila Isabel e no entorno do Morro do Andaraí, na Zona Norte do Rio.

O grupo ficou conhecido pela prática de assaltos violentos sob ameaça de morte e pela atuação na modalidade conhecida como "saidinha de banco", quando criminosos monitoram clientes que acabaram de sacar grandes quantias em dinheiro para abordá-los fora das agências.

Já Emanuel dos Santos Carvalho, o Mata Rindo, foi preso por envolvimento em homicídios e roubos no Complexo do Lins. Segundo o Disque Denúncia, ele recebeu esse apelido por ser apontado pela polícia como um executor de integrantes de facções rivais e por atuar na linha de frente de confrontos contra policiais militares.

Documentos do sistema penitenciário obtidos pelo GLOBO o identificam ainda como "líder do tráfico na Comunidade do Amor, no Lins". A ficha prisional registra passagens pelo sistema desde 2015 e mostra que ele voltou a ser preso em janeiro de 2019, ano em que foi capturado durante uma operação da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) no Morro do Amor, uma das comunidades que integram o Complexo do Lins.

Os registros também apontam que Mata Rindo acumulou uma falta disciplinar grave em 2020, pela qual recebeu punição de 30 dias de isolamento e rebaixamento de classificação disciplinar por 180 dias. Apesar disso, seu comportamento foi posteriormente reclassificado como "excepcional" pelo sistema penitenciário em novembro de 2023.

O Disque Denúncia pede que informações sobre o paradeiro dos foragidos sejam repassadas pelos canais oficiais da instituição, com garantia de anonimato.

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