Criança é mordida por lobo em zoo enquanto os pais estavam distraídos com celulares

 

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Uma criança de 1 ano e 6 meses ficou ferida depois de conseguir enfiar a mão entre as grades do recinto de três lobos-cinzentos num zoológico em Hershey (Pensilvânia, EUA), no último sábado (4/4). Segundo testemunhas, os pais da criança estavam distraídos com os seus celulares.

Segundo relatos das testemunhas à emissora WGAL, a criança conseguiu rastejar por baixo da cerca externa e alcançou a grade metálica que fica em volta do habitat dos lobos e um dos animais mordeu uma das mãos da criança.

Criança de 18 meses é mordida por lobo em zoológico, na Pensilvânia

Foto: Zoo America

A criança sofreu ferimentos leves e foi socorrida por outros visitantes, recebendo em seguida atendimento médico no local. De acordo com a polícia de Derry, os pais (a mãe, de 43 anos, e o pai, de 61) do bebê estavam sentados a poucos metros de distância da área e demoraram a perceber o que acontecia com o filho, pois estavam distraídos com os celulares.

Em nota, a administração do Zoo America, no Hersheypark, afirmou que a criança não conseguiu entrar no recinto dos lobos em nenhum momento e explicou que o incidente se deveu ao comportamento investigativo típico da espécie:

"Esse tipo de reação é condizente com o comportamento natural dos animais e não foi um sinal de agressão", afirmou um porta-voz.

Segundo o comunicado, os lobos costumam investigar objetos desconhecidos por meio do contato com a boca, em uma ação descrita como "mamada", sem a intenção de causar ferimentos. O zoológico reforçou ainda que seus habitats contam com múltiplas camadas de proteção, além de sinalização e barreiras de segurança.

"A expectativa é que os visitantes permaneçam nas áreas designadas e supervisionem as crianças de perto em todos os momentos", destacou a instituição.

Segundo o site do zoológico, a atração na Pensilvânia abriga três lobos: um macho chamado Twister e duas fêmeas, Hazel e Freya. O texto explica que esses animais "se comunicam por meio de posturas corporais, expressões faciais, marcação de território com odores e vocalizações", podendo atingir velocidades de até 64 km/h ao perseguir suas presas.

A polícia confirmou que os pais da criança foram acusados por colocar em risco o bem-estar de um menor. O caso continua sendo investigado.

(*) Estagiária sob supervisão de Fernando Moreira.