Criança de 11 anos pode ser nova vítima de rede de exploração sexual infantil ligada a piloto
Uma criança de 11 anos, moradora do sul do Espírito Santo, pode ser mais uma vítima da rede de exploração sexual infantil ligada a um piloto de aviação comercial. O suspeito foi preso no Aeroporto de Congonhas, em fevereiro, no momento em que entrava na cabine.
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A informação veio à tona durante o depoimento de uma mulher de 29 anos, presa na terça-feira (10) em Marataízes, no litoral sul do Espírito Santo, sob investigação por possível participação no esquema. Com o novo caso, o número de vítimas identificadas pela investigação pode chegar a oito.
O piloto Sérgio Antônio Lopes, de 60 anos, é investigado por integrar um esquema de pornografia infantil, com comercialização de material envolvendo as vítimas, além de estupro de vulnerável.
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A mulher detida nessa terça (10) é mãe de uma menina de três anos que, segundo a Polícia Civil de São Paulo, vinha sofrendo abuso sexual há meses. Imagens e vídeos da criança eram vendidos ao piloto, e a mãe recebia até R$ 50 por foto, além de valores maiores por vídeo.
A mãe relatou que os supostos crimes teriam começado com uma criança de 11 anos, sua parente, cuja foto foi enviada ao piloto. Em seguida, durante conversas, ele descobriu que a mulher tinha uma filha. Na época, a criança tinha dois anos, e a mãe passou a enviar imagens e vídeos da menina ao suspeito.
Além do depoimento, a investigação espera obter novas informações a partir do celular da mulher. Ela foi indiciada por crimes que incluem estupro de vulnerável, exploração sexual infantil, aliciamento de criança e organização criminosa, e foi encaminhada ao presídio feminino.
Ela deve passar por uma audiência de custódia ainda nesta quarta-feira (11) e permanecerá detida no Espírito Santo até decisão da Justiça de São Paulo.
Relembre o caso
O caso envolvendo o piloto começou a ser investigado após uma denúncia anônima ao Ministério Público paulista, que relatava abusos contra uma adolescente de 12 anos na época. A investigação aponta que o piloto se aproveitava da vulnerabilidade social e financeira das vítimas para aliciá-las, oferecendo dinheiro em troca de fotos, vídeos ou encontros.
Até o momento, foram identificadas sete vítimas com idades de até 17 anos, sendo a mais nova uma criança de três anos, no Espírito Santo. Esse número pode aumentar com base nas informações fornecidas à polícia pela mãe da menina. Além do piloto, quatro mulheres, incluindo a do Espírito Santo, foram presas por suposta participação no esquema investigado.
