Criado para Gaza, Conselho de Paz de Trump está com caixa zerado após promessas de US$ 17 bi em doações

Criado para Gaza, Conselho de Paz de Trump está com caixa zerado após promessas de US$ 17 bi em doações

 

Fonte: Bandeira



O fundo do Banco Mundial criado para o Conselho da Paz, construído pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, não recebeu nenhum financiamento, apesar das promessas de doações de US$ 17 bilhões dos EUA e de outros líderes mundiais.

A informação foi divulgada pelo jornal Financial Times, citando quatro fontes familiarizadas com o assunto.

'Nem um único dólar foi depositado', disse uma das fontes.

O Conselho da Paz recebeu doações, mas estas foram depositadas diretamente em sua conta no JPMorgan, segundo um porta-voz do Conselho.

'Diversas opções para obter financiamento foram identificadas' disse um funcionário do Conselho da Paz ao Financial Times. 'Neste momento, os contribuintes optaram por buscar outras soluções';

Como afirma o veículo, diferentemente do Banco Mundial, a conta do JPMorgan não tem a obrigação de divulgar sua situação financeira aos contribuintes e membros do Conselho da Paz.

O Conselho da Paz se comprometeu a apresentar suas demonstrações financeiras ao seu Conselho de Administração 'no momento que julgar apropriado', acrescentou o funcionário.

Criado para ajudar a Faixa de Gaza na reconstrução após a guerra, Trump utilizou a criação do Conselho de Paz como uma espécie de confronto a ONU, em que muitos chamaram no período de 'ONU paralela'.

Mas, na época do lançamento, o republicano disse que planeja trabalhar em colaboração com as Nações Unidas e que possui um 'potencial realmente enorme'. Apesar disso, completou:

'O Conselho de Paz vai praticamente supervisionar as Nações Unidas e garantir que elas funcionem corretamente'.

O presidente observou que, se a ONU precisar de ajuda 'financeira', o Conselho da Paz está preparado para intervir.

Cerca de 60 lideranças mundiais foram convidadas para participar do órgão criado por ele para supervisionar a transição de poder na Faixa de Gaza, inclusive o presidente Lula, que não respondeu.

Países que desejarem um assento permanente precisarão pagar US$ 1 bilhão.

A comunidade internacional teme que o Conselho de Paz vire uma espécie de "ONU paralela" e enfraqueça o papel da Organização das Nações Unidas.

Escombros em Gaza na guerra entre Israel e Hamas.

OMAR AL-QATTAA / AFP