Creme de papaya e manjar: veja onde comer sobremesas que marcaram os anos 80

Creme de papaya e manjar: veja onde comer sobremesas que marcaram os anos 80 - Foto
Fonte da notícia: Revista Quem Revista Quem

Há sabores que parecem ter o poder de voltar no tempo. É o caso do pudim servido depois do almoço em família, do bolo gelado de coco das festas de aniversário (embrulhado com papel-alumínio, é claro!) e do sundae com uma cereja no topo que marcava os passeios à lanchonete. Sobremesas que fizeram parte da infância e das reuniões em família nos anos 1980 seguem presentes à mesa, seja em versões fiéis às originais ou em releituras que ganham novos ingredientes e apresentações. Em São Paulo, restaurantes, bares, padarias e confeitarias mantêm esses doces no cardápio, mostrando que algumas receitas atravessam gerações sem perder espaço. Com influências que passam pelas cozinhas portuguesa, francesa e americana, elas carregam não só sabor, mas também memórias. A seguir, reunimos alguns endereços em São Paulo onde provar clássicos que continuam adoçando a vida dos brasileiros em comemoração ao Dia da Sobremesa, nesta sexta-feira (9). Sundae da Lanchonete da Cidade Bruno Geraldi Sundae clássico de lanchonete Sorvete, calda de chocolate, chantilly e a indispensável cereja no topo: poucos doces remetem tanto às antigas lanchonetes quanto o sundae. De origem americana, a sobremesa ganhou espaço no Brasil com a popularização das lanchonetes e sorveterias e virou um dos programas preferidos das crianças. A graça estava também na apresentação: taças altas e generosas, coberturas, castanhas e outros complementos que transformavam o simples sorvete em uma sobremesa especial. Referência em sanduíches na capital paulista desde 2004, a Lanchonete da Cidade nasceu para resgatar o espírito das casas de antigamente com um toque contemporâneo. Inspirada pelo modernismo brasileiro dos anos 1960, combina ambiente acolhedor e cardápio caprichado. O Sundae Clássico (R$ 36) reúne duas bolas de sorvete com calda durinha de chocolate, canudo de waffle, chantilly, castanha de caju e cereja no topo. 3 unidades + Pinheiros: Rua Coropé, 51 - Pinheiros, São Paulo/SP | Instagram: @lanchonetedacidade Merengue de morango do Dona Onça Divulgação Merengue de morango A combinação de suspiro, creme e morangos é daquelas que atravessaram décadas nas mesas brasileiras. Também conhecido em algumas versões como merengue de morango, o doce conquistou espaço em almoços de domingo e comemorações justamente pela mistura de texturas: a crocância e a doçura do suspiro contrastam com o frescor e a acidez da fruta e a cremosidade dos demais ingredientes. O descontraído Bar da Dona Onça, fundado em 2008 pela chef Janaína Torres no Edifício Copan, no Centro de São Paulo, é um dos pontos de referência da gastronomia paulistana e um lugar onde passado e presente da culinária brasileira se encontram. O menu traz doces clássicos em versões criadas pela chef, como o Merengue de Morango (R$ 50). Edifício Copan - Av. Ipiranga, 200 – CJ 27 e 29 - Centro, São Paulo/SP | Instagram: @bardadonaonca Bolo gelado de coco do Lá na Vó Reprodução/Instagram Bolo gelado de coco molhadinho Embrulhado individualmente em papel-alumínio e servido bem gelado, o bolo de coco foi praticamente uma instituição nas festas infantis de outras décadas. Fofo, úmido e coberto por coco ralado, ele costumava dividir espaço na mesa com brigadeiros, beijinhos e refrigerantes e, muitas vezes, era preparado de véspera para absorver bem a calda. Uma das versões mais nostálgicas levava até guaraná para deixar a massa ainda mais molhadinha. No Lá na Vó, na Saúde, a proposta é justamente resgatar esses sabores da infância. A casa oferece bolos que remetem especialmente às festas dos anos 1980, como floresta negra, nozes e chocolate com granulado, mas um dos grandes sucessos é o Bolo Gelado de Coco Molhadinho (R$ 14). Servido embrulhado em papel-alumínio, como antigamente, ele ganha um detalhe que reforça a viagem no tempo: é molhado com guaraná, recuperando um jeito de preparar o doce que fez parte das comemorações de décadas atrás. Rua Carneiro da Cunha, 397 - Saúde, São Paulo/SP | Instagram: @lanavo_saboresdainfancia Manjar de coco vegano do NOU Carol Nunes Manjar de coco Branquinho, delicado e quase sempre acompanhado pela inconfundível calda escura de ameixas, o manjar de coco foi presença recorrente nos almoços de família e mesas de festas. De consistência firme e cremosa, tornou-se um daqueles doces capazes de despertar lembranças antes mesmo da primeira colherada.

O restaurante NOU aposta em um cardápio democrático em suas três unidades. Com ambiente descolado e pratos bem servidos, a casa é uma opção tanto para um almoço descompromissado quanto para ocasiões especiais. Para quem gosta de receitas tradicionais, uma boa pedida é o Manjar de Coco (R$ 28), em versão vegana e acompanhado por calda de ameixa. 2 unidades + Higienópolis: Rua Armando A. Penteado, 12 - Higienópolis, São Paulo/SP | Instagram: @nourestaurante Papaya com Cassis do Corrientes 348 Divulgação Creme de papaya com licor de cassis Se existe uma sobremesa capaz de transportar diretamente para os restaurantes dos anos 1980, é o creme de papaya com cassis. A combinação do mamão batido até adquirir uma textura cremosa com o licor francês de groselha-preta virou sinônimo de sobremesa sofisticada naquele período. Servida geralmente em taças, a receita conquistou os cardápios de restaurantes e churrascarias e permaneceu como um clássico mesmo depois de seu auge. Inspirado nos sabores da Argentina, o Corrientes 348 une ambiente sofisticado e carnes de alta qualidade. Entre as sobremesas, uma boa pedida é justamente o Creme de Papaya com Licor de Cassis (R$ 53), combinação que foi queridinha dos paulistanos nos anos 1980. 2 unidades + Rua Bela Cintra, 2305 - Consolação, São Paulo/SP | Instagram: @corrientes348 Arroz Doce do ICI Brasserie Mário Rodrigues Arroz-doce Muito antes de ganhar versões de restaurantes contemporâneos, o arroz-doce já ocupava lugar de destaque na cozinha afetiva brasileira. Feito tradicionalmente com arroz cozido no leite e açúcar e frequentemente perfumado com canela, é uma daquelas receitas transmitidas entre gerações. Servido quente ou gelado, também ganhou diferentes interpretações regionais e permanece associado à festas juninas. Na ICI Brasserie, o doce ganha sotaque francês. Com clima descolado e ambiente versátil, a casa é indicada tanto para encontros e almoços executivos quanto para reuniões entre amigos. Entre as sobremesas, o Riz au Lait (R$ 41) revisita o tradicional arroz-doce e chega à mesa acompanhado por caramelo salgado e praliné de amêndoas. 3 unidades + Jardins: Rua Bela Cintra, 2203 - Jardim Paulista, São Paulo/SP | Instagram: @icibrasserie Brigadeiro do Esquina do Souza Ricardo D'Angelo Brigadeiro de colher Antes de o brigadeiro de colher ganhar potinhos, docerias especializadas e versões gourmet, havia um prazer bem mais simples: raspar a panela depois de preparar os brigadeiros de uma festa. Feito basicamente com leite condensado, chocolate e manteiga, o doce se tornou um dos maiores símbolos das comemorações brasileiras e uma receita intimamente ligada à infância. Comer ainda cremoso, diretamente da panela, era quase um ritual. Já eleito o melhor boteco de São Paulo, o Esquina do Souza tem unidades na Vila Leopoldina, Pompeia e Vila Romana e é conhecido pelas coxinhas, caipirinhas e receitas de família. Para encerrar a refeição, a casa oferece o Brigadeiro de Colher (R$ 20), servido no prato e com aquela textura que remete justamente às colheradas de brigadeiro ainda na panela. 2 unidades + Vila Leopoldina: Rua Carneiro da Silva, 185 - Vila Leopoldina, São Paulo/SP | Instagram: @esquinadosouza Quindim da Feliciana Elvis Fernandes Quindim De cor amarela intensa, superfície brilhante e sabor marcante de coco e gemas, o quindim é um dos grandes clássicos da doçaria brasileira. Presença tradicional nas vitrines de padarias e confeitarias, além das mesas de aniversário, chama atenção também pelo contraste entre a parte superior macia e cremosa e a camada de coco. É daqueles doces que sobreviveram às mudanças de moda da confeitaria e continuam facilmente reconhecíveis por diferentes gerações. Misto de padaria e confeitaria, a Feliciana Pães e Outras Histórias está instalada no Mercado de Pinheiros e é especializada em pães de fermentação natural. Entre as receitas que remetem à infância, o Quindim (R$ 14) representa esse repertório de doces que atravessam gerações. Rua Pedro Cristi, 89 (Mercado de Pinheiros) - Pinheiros, São Paulo/SP - Fone: (11) 99534-2473 | Instagram: @feliciana.paes Pudim de Leite do Hospedaria Mário Rodrigues Pudim de leite É difícil pensar em almoço de família brasileiro sem lembrar dele. Com textura lisa, sabor de leite condensado e uma generosa calda de caramelo, o pudim conquistou lugar permanente nas mesas do país. A receita tornou-se tão popular que passou a ser presença praticamente obrigatória tanto nos restaurantes mais simples quanto nos mais sofisticados — e a disputa entre quem prefere a versão lisinha e quem gosta do pudim cheio de furinhos continua atravessando gerações. Com unidades no Itaim e na Mooca, o restaurante Hospedaria, do chef Fellipe Zanuto, homenageia a culinária paulistana e a influência dos imigrantes italianos na cidade. No cardápio, receitas tradicionais recebem toques autorais. Entre os destaques está o clássico Pudim de Leite (R$ 25), servido com calda de caramelo. 1 unidade + Mooca: Rua Borges de Figueiredo, 82 - Mooca, São Paulo/SP | Instagram: @hospedariasp Rabanada com sorvete de creme do Original Divulgação Rabanada Embora seja imediatamente associada ao Natal, a rabanada há muito ultrapassou as festas de fim de ano. A receita, de forte tradição portuguesa, transforma fatias de pão embebidas em uma mistura à base de leite em um doce macio por dentro e dourado por fora, normalmente finalizado com açúcar e canela. Simples e feita originalmente como uma forma de aproveitar o pão, tornou-se uma das receitas afetivas mais conhecidas dos brasileiros. Inaugurado há três décadas, o Bar Original inspirou toda uma geração de bares paulistanos. O chope ajudou a construir sua fama, mas a cozinha também tem protagonismo, com seus petiscos e receitas tradicionais. Para adoçar, vale provar a Rabanada (R$ 26), servida com sorvete de creme, combinação do doce quente com o gelado que dá uma nova roupagem ao clássico. Rua Graúna, 137 - Moema, São Paulo/SP - Fone: (11) 2299-5336 | Instagram: @baroriginal Pera ao Vinho do Olivardo Divulgação Pera ao vinho Elegante e ao mesmo tempo baseada em uma preparação relativamente simples, a pera ao vinho é um clássico da cozinha europeia que ganhou espaço nos cardápios de restaurantes brasileiros. A fruta é cozida lentamente no vinho com açúcar e especiarias até ficar macia e absorver cor, aromas e sabores da bebida. Servida inteira ou cortada, costuma ganhar acompanhamentos cremosos que contrastam com a intensidade da calda. Na Quinta do Olivardo, criada pelo empresário e produtor de vinhos Olivardo Saqui, as sobremesas preservam receitas tradicionais que fazem parte do repertório da casa. Além dos famosos pastéis de nata, um dos destaques é a Pera ao Vinho (R$ 39). Na unidade de Pinheiros, a sobremesa é preparada com pera portuguesa puxada no vinho e acompanhada por sorvete de creme. Rua Ferreira Araújo, 332 - Pinheiros, São Paulo/SP | Instagram: @quintadoolivardo.sp Banana Split do Milk & Mellow Rodrigo Vieira Banana split Uma banana aberta ao meio, bolas de sorvete enfileiradas, coberturas, chantilly, castanhas e cereja: a banana split foi feita para impressionar. Nascida nos Estados Unidos e incorporada ao imaginário das lanchonetes americanas, a sobremesa também fez sucesso no Brasil, especialmente nas sorveterias e lanchonetes frequentadas por famílias. Grande, colorida e pensada para ser indulgente, tornou-se um símbolo dos passeios para tomar sorvete. Em seus 50 anos de história, a Milk & Mellow ajudou a popularizar o conceito das lanchonetes americanas em São Paulo. As sobremesas, elaboradas em sua maioria com o gelato artesanal da casa, são um dos destaques. Entre elas está a Banana Split (R$ 68), preparada com três bolas de gelato artesanal, coberturas à escolha, banana in natura, farofa doce e castanhas. Av. Presidente Juscelino Kubitschek, 101 - Vila Nova Conceição, São Paulo/SP | Instagram: @milkmellowoficial Crepe Suzette do Bistrot Parigi Bruno Geraldi Crepe Suzette Símbolo da tradição francesa, o crepe Suzette também viveu seus dias de glamour nos restaurantes sofisticados. A sobremesa combina crepes finos e delicados com uma calda amanteigada e cítrica, tradicionalmente preparada com laranja e licor. O preparo clássico também ficou conhecido pelo espetáculo à mesa proporcionado pelo flambado, recurso que ajudou a transformar a receita em sinônimo de uma sobremesa especial. Sob a assinatura da chef Vanessa Silva, o Bistrot Parigi apresenta em seu menu referências da culinária francesa. Entre as sobremesas, o destaque fica por conta do Crepe Suzette (R$ 59). A versão da casa traz delicadas panquecas banhadas em calda de laranja e licor de laranja, finalizadas com sorvete de baunilha. Av. Magalhães de Castro, 12.000 – 4º andar – Shopping Cidade Jardim, São Paulo/SP | Instagram: @fasano

Compartilhar: WhatsApp Facebook Telegram X

Deseja ler a íntegra original na fonte jornalística?

Acessar matéria no site Revista Quem